{"id":4469,"date":"2020-07-12T21:39:54","date_gmt":"2020-07-13T00:39:54","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=4469"},"modified":"2020-07-12T21:39:54","modified_gmt":"2020-07-13T00:39:54","slug":"falta-seguranca-aos-ciclistas-na-cidade-das-bicicletas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2020\/07\/12\/falta-seguranca-aos-ciclistas-na-cidade-das-bicicletas\/","title":{"rendered":"Falta seguran\u00e7a aos ciclistas na Cidade das Bicicletas"},"content":{"rendered":"<h4><em>Por Isabel Berns Lima<\/em><\/h4>\n<p>\u201cTotalmente plana, a cidade \u00e9 dotada de largas e bem cuidadas avenidas. A<strong> bicicleta<\/strong> re\u00fane a prefer\u00eancia dos joinvilenses que, com ela, v\u00e3o ao trabalho, \u00e0s compras e at\u00e9 os passeios pelos arredores da pitoresca cidade\u201d, exclama o locutor do filme comemorativo \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o da nova f\u00e1brica da Fundi\u00e7\u00e3o Tupy, em 1963. Uma d\u00e9cada antes, <strong>Joinville<\/strong> alcan\u00e7ava a marca de 10 mil bicicletas, cerca de uma para cada 4,7\u00a0 habitantes. A ampla utiliza\u00e7\u00e3o do transporte come\u00e7ou ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, quando a industrializa\u00e7\u00e3o deu um salto em Joinville. As empresas tinham grandes biciclet\u00e1rios para guardar os ve\u00edculos dos oper\u00e1rios. Era um mar de <strong>zikas<\/strong> (apelido local para o meio de transporte). At\u00e9 os Bombeiros Volunt\u00e1rios da cidade, corpora\u00e7\u00e3o mais antiga do pa\u00eds, iam atr\u00e1s dos caminh\u00f5es de \u00e1gua em suas bicicletas para apagar os inc\u00eandios.<\/p>\n<p>Joinville, de fato, foi a \u201c<strong>Cidade das Bicicletas<\/strong>\u201d. Dos bombeiros a entregadores de cadeiras de palha, que eram empilhadas\u00a0 sobre as cal\u00e7adas como esculturas modernas, todos usavam as <strong>magrelas<\/strong>. O Brasil se encantou com a cidade que tinha a menor quantidade de infartos, \u00edndice associado diretamente \u00e0 pr\u00e1tica do <strong>ciclismo<\/strong>. Por\u00e9m tudo que \u00e9 bom um dia acaba. O presidente Juscelino Kubitschek aplicou seu plano de ampliar a frota de autom\u00f3veis no pa\u00eds. Aos poucos, as largas ruas tomadas por <strong><em>bikes<\/em><\/strong>\u00a0foram se enchendo de carros e motos.<\/p>\n<p>A conviv\u00eancia n\u00e3o foi f\u00e1cil. A cada dia, novos acidentes e cenas de desrespeito entre ciclistas e motoristas. Ao fim dos anos 80, Joinville j\u00e1 n\u00e3o era mais uma cidade t\u00e3o prop\u00edcia para as bicicletas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4470\" aria-describedby=\"caption-attachment-4470\" style=\"width: 532px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4470 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Bikes-antigas.jpg\" alt=\"\" width=\"532\" height=\"365\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4470\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Zikas&#8221; levavam oper\u00e1rios para o trabalho \/ Foto:\u00a0 Museu da Bicicleta<\/figcaption><\/figure>\n<h3>\u00a0<\/h3>\n<h3>Bikes disputam espa\u00e7o com autom\u00f3veis<\/h3>\n<p>Se, na \u00e9poca do <em>boom<\/em> industrial, as bicicletas eram utilizadas por fam\u00edlias inteiras, oper\u00e1rios e agricultores, quem \u00e9 o ciclista do s\u00e9culo 21? Na \u00faltima pesquisa promovida pela Secretaria de de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, em 2017, Joinville tinha uma frota de 250 mil bikes. De acordo com o Detran, a antiga Cidade das Bicicletas \u00e9 o munic\u00edpio catarinense com o maior n\u00famero de autom\u00f3veis, cerca de 271 mil.<\/p>\n<p>La\u00e9rcio Batista, 56, \u00e9 ciclista h\u00e1 22 anos e encontrou no ve\u00edculo de duas rodas um estilo de vida. Nascido em Joinville, o farmac\u00eautico vai diariamente para o trabalho de bicicleta, al\u00e9m de fazer pedaladas noturnas v\u00e1rias vezes na semana. Ele, que iniciou no esporte por motivos de sa\u00fade, marca viagens cicl\u00edsticas frequentemente. \u201cPego f\u00e9rias uma vez por ano para isso\u201d, disse. A paix\u00e3o pela bike o levou a pedalar na Alemanha, Fran\u00e7a, Cordilheira dos Andes e outros lugares da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>De outra gera\u00e7\u00e3o, Guilherme Hoppen Almeida, 21 anos, tamb\u00e9m \u00e9 ciclista. \u201cUso para ir a qualquer lugar em que n\u00e3o haja problema em chegar suado e fedido\u201d, confessa o barista. Guilherme tem evitado andar de bicicleta por conta da pandemia, mas assume sentir um carinho especial por esse meio de transporte. Diariamente ele costumava sair com a zika para realizar tarefas e gastar energia.<\/p>\n<p>Mam\u00e3e de primeira viagem, Taline Schroeder, 30\u00a0 anos, usa a bicicleta todos os dias como meio de transporte. Ela e o marido n\u00e3o t\u00eam\u00a0 carro. \u201cA gente acredita que faz bem para a cidade e para n\u00f3s\u201d, afirmou. Depois de uma viagem de um ano pela Am\u00e9rica, de bike, os dois abriram uma empresa de caf\u00e9s especiais em Joinville. Para o casal, a pr\u00e1tica \u00e9\u00a0 \u201cquase uma extens\u00e3o da personalidade\u201d.<\/p>\n<h3>Mobilidade enfrenta desafios<\/h3>\n<p>Para al\u00e9m de todo esse amor pelo ciclismo, a infraestrutura da cidade e o desrespeito aos ciclistas s\u00e3o motivos de v\u00e1rias cr\u00edticas. O direito de locomo\u00e7\u00e3o por meio de ve\u00edculos n\u00e3o motorizados, inclusive bicicletas, est\u00e1 previsto no C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro(CTB), artigo 21. Entretanto, essa lei foi descumprida v\u00e1rias vezes em Joinville. Segundo o CTB, \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos dos Estados promover, planejar e operar a circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos. Na cidade, o Plano Municipal de Mobilidade Urbana (PlanMOB), de 2015, estabelece o objetivo de elevar o transporte por bicicleta, que era de 11%, para 20% em 2025. O documento esclarece a necessidade da requalifica\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os para a livre circula\u00e7\u00e3o segura de pedestres e ve\u00edculos, al\u00e9m de apontar a import\u00e2ncia da integra\u00e7\u00e3o para longas dist\u00e2ncias e infraestrutura para estacionamento de bicicletas.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Trocar o \u00f4nibus pelas bicicletas \u00e9 um ato pol\u00edtico (Guido Gelbcke, designer)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Gilmar Pedro dos Santos, 46 anos, trabalha como metal\u00fargico e utiliza a<em> bike<\/em> diariamente para ir ao trabalho. As ciclovias da rota, quando existem, nem sempre t\u00eam infraestrutura adequada. \u201cTem muitos buracos, eleva\u00e7\u00f5es, irregularidades na ciclovia que atrapalham um pouco para poder se movimentar de bicicleta\u201d, desabafa o trabalhador. Para Guido Gelbcke, de 31 anos, n\u00e3o h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o\u00a0 com quem n\u00e3o possui carro. O designer acredita que utilizar a bicicleta como meio de transporte \u00e9 ir contra o sistema de produ\u00e7\u00e3o capitalista. Ele lembra que o transporte p\u00fablico de Joinville \u00e9 um dos mais caros do Brasil, por isso trocar o \u00f4nibus pelas bicicletas \u00e9 um \u201cato pol\u00edtico\u201d, pois vai contra o sistema de consumo de carros e combust\u00edvel. Gelbcke ressalta que a falta de infraestrutura e o desrespeito dos motoristas impactam quem pensa em come\u00e7ar a pedalar. \u201cA bicicleta tem o poder de deixar a cidade mais humana e limpa\u201d, afirma.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4472\" aria-describedby=\"caption-attachment-4472\" style=\"width: 786px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4472 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Bike-3.jpg\" alt=\"\" width=\"786\" height=\"436\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4472\" class=\"wp-caption-text\">Joinville tem 186 km de malha ciclovi\u00e1ria \/ Foto Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<h3>Infraestrutura<\/h3>\n<p>Existem tr\u00eas tipos de espa\u00e7os para ciclistas: as ciclovias com separa\u00e7\u00e3o f\u00edsica da rua;\u00a0 as ciclofaixas (faixa pintada sem diferencia\u00e7\u00e3o de n\u00edvel, somente com tachas e tach\u00f5es); e a ciclorrota (uma rota pensada para o tr\u00e1fego junto aos autom\u00f3veis, com sinaliza\u00e7\u00e3o em placas e pintura no ch\u00e3o). Existe ainda a cal\u00e7ada compartilhada, que pode fazer parte de ciclovias e ciclorrotas. Joinville possui 186 km de malha ciclovi\u00e1ria, de acordo com a prefeitura. O objetivo do PlanMOB \u00e9 ampliar para 730 km at\u00e9 2025, mas tudo anda a passos bem lentos. Quando o plano foi institu\u00eddo em 2017, a cidade tinha 140 km de trajetos ciclovi\u00e1rios. Os locais que ser\u00e3o modificados para o tr\u00e2nsito ativo (n\u00e3o motorizado) s\u00e3o mist\u00e9rio. O grupo <strong>Pedala Joinville<\/strong> cobra constantemente o planejamento municipal. At\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o final desta reportagem, a\u00a0 Secretaria de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, respons\u00e1vel pelo assunto,\u00a0 n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n<p>Luiz Antonio Carletto, presidente atual do Pedala Joinville, conta que o grupo luta pelos direitos de quem opta pelo transporte ativo. A entidade entende que, no meio urbano, os autom\u00f3veis n\u00e3o s\u00e3o adequados para a circula\u00e7\u00e3o, e sim para viagens de longas dist\u00e2ncias. A quest\u00e3o mais recente do Pedala \u00e9 a implanta\u00e7\u00e3o da <strong>ciclovia<\/strong> na rua Olavo Bilac, no Vila Nova. Em abril de 2019, houve\u00a0 uma Consulta P\u00fablica no bairro. A vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime a favor da faixa,\u00a0 por\u00e9m comerciantes do local n\u00e3o ficaram satisfeitos. No fim, outras ciclofaixas prometidas para o bairro foram feitas e a da rua Olavo Bilac n\u00e3o. Carletto participou da consulta e levou o caso ao Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>Em 2018, o grupo <strong>Bicicletada<\/strong> organizou uma manifesta\u00e7\u00e3o contra a retirada da ciclofaixa que havia sido feita menos de dois meses antes, na\u00a0 Rua Pl\u00e1cido Ol\u00edmpio de Oliveira, no bairro Bucarein.\u00a0 A justificativa da prefeitura, na \u00e9poca, foi que a rua era muito utilizada por ve\u00edculos motorizados. Ambos os casos v\u00e3o na contram\u00e3o do exposto no Plano Ciclovi\u00e1rio Municipal.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4473\" aria-describedby=\"caption-attachment-4473\" style=\"width: 579px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4473 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Bike-altamir.jpg\" alt=\"\" width=\"579\" height=\"298\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4473\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Zikas&#8221; est\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o do joinvilense\/ Foto: Altamir Andrade<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3>Educa\u00e7\u00e3o como solu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Outro fator que dificulta a vida de quem acredita na bicicleta como meio de transporte \u00e9 o desrespeito dos motoristas. In\u00fameros s\u00e3o os casos de acidentes de tr\u00e2nsito envolvendo ciclistas e autom\u00f3veis. De acordo com o\u00a0 artigo 58 do C\u00f3digo Brasileiro de Tr\u00e2nsito, ciclistas devem ocupar as vias caso n\u00e3o exista\u00a0 malha ciclovi\u00e1ria e, em \u00faltimo caso, as cal\u00e7adas. O artigo 201 expressa a obriga\u00e7\u00e3o de manter um metro e meio de dist\u00e2ncia do ciclista, coisa que n\u00e3o \u00e9 vista com frequ\u00eancia por quem utiliza o meio de transporte. A Guarda Municipal da cidade diz que a multa para o descumprimento \u00e9 de R$ 130,16, mas admite que n\u00e3o \u00e9 frequente esse tipo de abordagem.\u00a0 La\u00e9rcio, fundador do Pedala Joinville, acredita que a fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial. \u201cSe a gente voltar na hist\u00f3ria, as pessoas eram multadas por n\u00e3o usar cinto, hoje \u00e9 autom\u00e1tico.\u201d<\/p>\n<blockquote>\n<p>Os motoristas, muitas vezes, invadem a ciclofaixa para fazer uma ultrapassagem ou\u00a0 n\u00e3o sabem que o ciclista tem que andar na faixa vi\u00e1ria e n\u00e3o na cal\u00e7ada. (Taline Schroeder, Urbanista)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em sua viagem de bicicleta para a costa oeste dos Estados Unidos, Taline notou que n\u00e3o havia uma superestrutura, mas a ultrapassagem \u00e9 feita como qualquer outro autom\u00f3vel, e a dist\u00e2ncia de 1,5 metro \u00e9 respeitada. \u201cMuitas vezes j\u00e1 tive que parar a bicicleta, eles simplesmente passam\u201d, afirma Gilmar sobre os cruzamentos que precisa enfrentar. A prefer\u00eancia ainda \u00e9 de motorizados, mas n\u00e3o deveria. Para Taline, que \u00e9 urbanista, a grande dificuldade do ciclista joinvilense \u00e9 lidar com a falta de educa\u00e7\u00e3o nos cruzamentos. \u201cOs motoristas, muitas vezes, invadem a ciclofaixa para fazer uma ultrapassagem ou\u00a0 n\u00e3o sabem que o ciclista tem que andar na faixa vi\u00e1ria e n\u00e3o na cal\u00e7ada.\u201d Ela ressalta tamb\u00e9m que muitos adeptos da modalidade n\u00e3o cumprem\u00a0 regras de sinaliza\u00e7\u00e3o e at\u00e9 andam na cal\u00e7ada.<\/p>\n<p>Apesar de todos os desafios, a \u201cCidade das Bicicletas\u201d\u00a0 conta com uma das maiores malhas ciclovi\u00e1rias do pa\u00eds. A urbanista Taline acredita que, diante das outras cidades brasileiras, Joinville tem uma boa infraestrutura. \u201cO problema \u00e9 a falta de continuidade entre uma linha e outra.\u201d Ela frisa que \u00e9 essencial garantir a seguran\u00e7a do ciclista entre essas linhas. Para isso, n\u00e3o precisa necessariamente de malha ciclovi\u00e1ria, mas de boa conviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Foto capa: Altamir Andrade<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Isabel Berns Lima \u201cTotalmente plana, a cidade \u00e9 dotada de largas e bem cuidadas avenidas. A bicicleta re\u00fane a prefer\u00eancia dos joinvilenses que, com ela, v\u00e3o ao trabalho, \u00e0s compras e at\u00e9 os passeios pelos arredores da pitoresca cidade\u201d, exclama o locutor do filme comemorativo \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o da nova f\u00e1brica da Fundi\u00e7\u00e3o Tupy, em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":4473,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,20,127,24,26,30,11],"tags":[257,1116,126,1117,48,1118],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4469"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4469"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4469\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}