{"id":4625,"date":"2020-08-14T15:51:01","date_gmt":"2020-08-14T18:51:01","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=4625"},"modified":"2020-08-14T15:51:01","modified_gmt":"2020-08-14T18:51:01","slug":"leia-mulheres-discute-julia-lopes-de-almeida-em-encontro-virtual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2020\/08\/14\/leia-mulheres-discute-julia-lopes-de-almeida-em-encontro-virtual\/","title":{"rendered":"Leia Mulheres discute J\u00falia Lopes de Almeida em encontro virtual"},"content":{"rendered":"<h3>Por Marcela G\u00fcther<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em agosto, o <strong>Leia Mulheres Joinville<\/strong> continua a realizar <strong>encontros liter\u00e1rios<\/strong> em formato online. O <strong>livro<\/strong> da vez \u00e9 \u201c<strong>A Fal\u00eancia<\/strong>\u201d, da escritora brasileira J\u00falia Lopes de Almeida, romance considerado um dos mais importantes do modernismo brasileiro. A autora oferece, em 1901, um panorama sobre a burguesia urbana e retrata a sociedade machista, com suas rela\u00e7\u00f5es escravocratas e desigualdades.<\/p>\n<p>O encontro do grupo \u2013 que tem como objetivo propor a\u00e7\u00f5es para inclus\u00e3o da presen\u00e7a da mulher no mercado editorial \u2013, acontece no<b>\u00a0dia 29\/8 (s\u00e1bado), <\/b>pontualmente <b>\u00e0s 15h30 (entrada na sala virtual \u00e0s 15h20)<\/b>.\u00a0 As inscri\u00e7\u00f5es s\u00e3o gratuitas e podem ser feitas preenchendo este\u00a0<a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSfbIRwyPWlabrAZ9Yufi_yV1ZCFdW8YNz937UQdTZLA1e8Frw\/viewform\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSfbIRwyPWlabrAZ9Yufi_yV1ZCFdW8YNz937UQdTZLA1e8Frw\/viewform&amp;source=gmail&amp;ust=1597514086892000&amp;usg=AFQjCNFe8nMOLGJQDpAuuJLHQrZnJVC2Kw\">formul\u00e1rio online<\/a>. Para receber not\u00edcias do clube em tempo real, inscreva-se no\u00a0<a href=\"https:\/\/t.me\/joinchat\/AAAAAE7vwejdr2Q7RHbAwA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/t.me\/joinchat\/AAAAAE7vwejdr2Q7RHbAwA&amp;source=gmail&amp;ust=1597514086892000&amp;usg=AFQjCNHmgU0vp0pA16M7P2WGkAW7jVV5jQ\">canal do Telegram<\/a>\u00a0do Leia Mulheres Joinville.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/leiamulheres.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/leiamulheres.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1597514086892000&amp;usg=AFQjCNGIsbtrr6qoxFxzoFvBNm6mIsxb5Q\">Leia Mulheres<\/a>\u00a0\u00e9 um movimento nacional que existe desde 2015 e objetiva incentivar uma luta, cada vez mais compartilhada, para empoderar mulheres escritoras que sobrevivem a um mercado editorial com preponder\u00e2ncia de vozes masculinas. No Brasil, o movimento, criado em S\u00e3o Paulo h\u00e1 quatro anos, j\u00e1 abrange mais de 120 cidades, sendo sete catarinenses: al\u00e9m de Joinville, h\u00e1 clubes de leitura de autoras em Florian\u00f3polis, Blumenau, Lages, S\u00e3o Jos\u00e9, Balne\u00e1rio Cambori\u00fa e Itaja\u00ed.<\/p>\n<p><b>Sobre o livro<\/b><\/p>\n<p>Leitura obrigat\u00f3ria para o vestibular da Unicamp, &#8220;A Fal\u00eancia&#8221; se consolida como um dos mais importantes romances do modernismo brasileiro. J\u00falia Lopes de Almeida consegue oferecer um not\u00e1vel panorama das repercuss\u00f5es do\u00a0<i>boom<\/i>\u00a0do caf\u00e9 no final do s\u00e9culo XIX na forma\u00e7\u00e3o da nascente burguesia urbana e tamb\u00e9m retratar, com impec\u00e1vel maestria, os meandros de uma sociedade machista e hip\u00f3crita, em que subsistem as rela\u00e7\u00f5es escravocratas e aprofundam-se as desigualdades sociais.<\/p>\n<p>Rio de Janeiro, 1891. Francisco Teodoro, um bem-sucedido e ambicioso comerciante de caf\u00e9, conhece Camila. Em busca de um casamento que traga estabilidade, ele n\u00e3o v\u00ea melhor op\u00e7\u00e3o que desposar tal jovem, bela e de boa e humilde fam\u00edlia. Os filhos M\u00e1rio, Rachel, Lia e Ruth crescem a olhos vistos, enquanto a empresa do pai continua a prosperar. Nem s\u00f3 de flores, contudo, vivem os Teodoro. Francisco, cada vez mais ganancioso, v\u00ea outros comerciantes se arriscando no trato com o caf\u00e9 e decide fazer o mesmo. Afinal, \u00e9 preciso aumentar o patrim\u00f4nio familiar que M\u00e1rio insiste em dilapidar. Camila, alheia aos movimentos econ\u00f4micos e cada vez mais absorta em sua rela\u00e7\u00e3o com o m\u00e9dico Gerv\u00e1sio, nada opina. Em um rev\u00e9s do destino, a fortuna da fam\u00edlia acaba. Francisco Teodoro se suicida e todos, m\u00e3e e filhos, precisam aprender a lidar com a nova situa\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4627\" aria-describedby=\"caption-attachment-4627\" style=\"width: 598px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4627 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Leia-2.png\" alt=\"\" width=\"598\" height=\"409\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4627\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;A Fal\u00eancia&#8221;, de J\u00falia Lopes de Almeida, se passa no Rio de Janeiro de 1891 \/ Foto reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nascida no Rio de Janeiro em 1862, filha de portugueses emigrados, cultos e ricos, J\u00falia Lopes de Almeida teve uma educa\u00e7\u00e3o sofisticada e liberal. Dos sete aos 23 anos, morou em uma fazenda com a fam\u00edlia, em Campinas (SP), onde, incentivada pelo pai, publicou suas primeiras cr\u00f4nicas no jornal local. Em 1886, parte para Lisboa, onde permanece por dois anos, quando, casada com o poeta portugu\u00eas Filinto de Almeida, retornou ao Brasil. Seu primeiro romance, Mem\u00f3rias de Marta, \u00e9 lan\u00e7ado em 1889, em S\u00e3o Paulo, onde o casal morou por quatro anos, em raz\u00e3o das atividades jornal\u00edsticas do marido. A partir de 1925, a fam\u00edlia fixa resid\u00eancia por seis anos em Paris. Em 1934, oito dias ap\u00f3s voltar de uma viagem \u00e0 \u00c1frica, a escritora morreu, em sua cidade natal, v\u00edtima de mal\u00e1ria, aos 72 anos.<\/p>\n<h3><b>Pograme-se<\/b><\/h3>\n<ul>\n<li>29\/8 &#8211; \u201cA fal\u00eancia\u201d, da J\u00falia Lopes de Almeida<\/li>\n<li>26\/9 &#8211; \u201cO deus das pequenas coisas\u201d, da Arundhati Roy<\/li>\n<li>31\/10 &#8211; \u201cDist\u00e2ncia de\u00a0<span class=\"il\">Resgate<\/span>\u201d, da Samanta Schweblin<\/li>\n<li>21\/11 &#8211; \u201cMulheres e ca\u00e7a \u00e0s bruxas\u201d, da Silvia Federici<\/li>\n<li>12\/12 &#8211; \u201cEnterre seus mortos\u201d, da Ana Paula Maia<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>INSCRI\u00c7\u00c3O GRATUITA<\/b><\/p>\n<p><b>P\u00e1gina do Instagram do Leia Mulheres Joinville:<\/b><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leiamulheresjoinville\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.instagram.com\/leiamulheresjoinville&amp;source=gmail&amp;ust=1597514086892000&amp;usg=AFQjCNELs85r10u4Hr4wGuWFuNPq-0n2Dw\">https:\/\/www.instagram.com\/<wbr \/>leiamulheresjoinville<\/a><\/p>\n<p><b>Canal do Telegram:<\/b><br \/>\n<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3gRbq5C\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/bit.ly\/3gRbq5C&amp;source=gmail&amp;ust=1597514086892000&amp;usg=AFQjCNFsib6PfcGVFJsQIIy7sIYeFzEp4w\">https:\/\/bit.ly\/3gRbq5C<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcela G\u00fcther &nbsp; Em agosto, o Leia Mulheres Joinville continua a realizar encontros liter\u00e1rios em formato online. 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