{"id":4703,"date":"2020-09-17T17:02:57","date_gmt":"2020-09-17T20:02:57","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=4703"},"modified":"2020-09-17T17:02:57","modified_gmt":"2020-09-17T20:02:57","slug":"bibliotecas-alternativas-facilitam-acesso-a-leitura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2020\/09\/17\/bibliotecas-alternativas-facilitam-acesso-a-leitura\/","title":{"rendered":"Bibliotecas alternativas facilitam acesso \u00e0 leitura"},"content":{"rendered":"<h4><em>Por Rafaela Sant&#8217;Anna<\/em><\/h4>\n<p>O brasileiro l\u00ea, em m\u00e9dia, dois<strong> livros<\/strong> por ano e cerca de 30% da popula\u00e7\u00e3o\u00a0 nunca comprou um <strong>livro<\/strong>. Os dados da pesquisa Retratos da <strong>Leitura<\/strong>, realizada em 2016 pelo Instituto Pr\u00f3-Livro, apontam tamb\u00e9m que classes mais baixas t\u00eam o maior percentual de n\u00e3o-leitores, cerca de 60%. Os baixos n\u00edveis de leitura n\u00e3o assustaram o otimista professor Jailson Cordeiro, que h\u00e1 pouco mais de dois anos deu in\u00edcio \u00e0 <strong>Biblioteca de Muro<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cComo toda ideia criativa surge de um problema, pensei em como fazer para tornar popular a<strong> literatura<\/strong> e fazer dela um h\u00e1bito. Lembrei de algumas hortas comunit\u00e1rias que s\u00e3o feitas nas cal\u00e7adas e a\u00ed surgiu a iniciativa de fazer a biblioteca no muro\u201d, conta Jailson.<\/p>\n<p>O professor j\u00e1 fazia diversos trabalhos na \u00e1rea cultural, atuando em projetos de dan\u00e7a e m\u00fasica. Durante um curso de cria\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o, realizado em S\u00e3o Paulo, foi desafiado a criar algo gastando apenas dez reais e assim surgiu a ideia de trabalhar com a literatura. Com os materiais necess\u00e1rios, Cordeiro chamou um colega e juntos executaram o projeto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4757\" aria-describedby=\"caption-attachment-4757\" style=\"width: 388px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4757 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Biblioteca-2.jpg\" alt=\"\" width=\"388\" height=\"386\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4757\" class=\"wp-caption-text\">Biblioteca de Muro \/ Foto: arquivo Jailson Cordeiro<\/figcaption><\/figure>\n<p>A biblioteca fica na rua Barra Velha, bairro Floresta, e est\u00e1 ativa desde abril de 2018. J\u00e1 foram catalogados mais de 500 livros, todos doados pela comunidade. O acervo fica armazenado em uma estante de madeira totalmente fechada, para assegurar a conserva\u00e7\u00e3o dos volumes. Para ter acesso, os leitores s\u00f3 precisam ir at\u00e9 o local, escolher um livro e devolv\u00ea-lo\u00a0 ap\u00f3s o t\u00e9rmino da leitura. Devido \u00e0s doa\u00e7\u00f5es, os g\u00eaneros variam bastante, mas, em geral, a maioria s\u00e3o romances e literatura infantil.<\/p>\n<p>Para a professora de L\u00edngua Portuguesa da rede estadual \u00c9dna Polanczyk, as iniciativas de bibliotecas alternativas s\u00e3o interessantes e extremamente v\u00e1lidas, principalmente quando ficam em pontos estrat\u00e9gicos e de f\u00e1cil acesso \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. \u201cA proximidade do contato com o livro incentiva a leitura, pois tudo que se mostra frequente ao nosso cotidiano acaba por ser incorporado a ele. Se tenho livros \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o todo dia, uma hora ou outra, por cansa\u00e7o ou por curiosidade, vou pegar um deles\u201d, observa. Segundo ela, a\u00a0<strong>Casinha de Leitura<\/strong> que fica na entrada do Supermercado Fort Atacadista e as prateleiras com livros que ficam na farm\u00e1cia de manipula\u00e7\u00e3o Botica do Vale, tamb\u00e9m s\u00e3o projetos que ajudam a estimular a leitura.<\/p>\n<p>A jornalista Marcela G\u00fcther, que organiza o grupo <strong>Leia Mulheres<\/strong> em Joinville,\u00a0 concorda com \u00c9dna sobre a escolha dos lugares para as bibliotecas alternativas. Para ela, o conte\u00fado das bibliotecas \u00e9 muito importante. \u201cJ\u00e1 vi algumas a\u00e7\u00f5es, mas nunca peguei um livro dessas bibliotecas, pois as obras n\u00e3o batiam com o meu gosto pessoal. Acho que um ponto a ser relevado nesse tipo de a\u00e7\u00e3o \u00e9 quais livros s\u00e3o dispostos ao p\u00fablico, j\u00e1 vi muitos t\u00e9cnicos e pouco atrativos.\u201d Ela tamb\u00e9m acredita que durante a pandemia, esse tipo de a\u00e7\u00e3o fica mais limitada.<\/p>\n<h3><strong>Outros projetos de leitura em Joinville<\/strong><\/h3>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Atl\u00e9tica de Comunica\u00e7\u00e3o (AACOM), da Faculdade Ielusc, tamb\u00e9m desenvolveu um projeto de incentivo \u00e0 leitura, a <strong>Geladeira Liter\u00e1ria<\/strong>. A biblioteca foi levada para a comunidade Jardim das Oliveiras, em Araquari. \u00a0A comunidade passa por diversas dificuldades. O local n\u00e3o tem saneamento b\u00e1sico, energia el\u00e9trica e por ser uma ocupa\u00e7\u00e3o, passa pelo constante risco de despejo.<\/p>\n<p>Durante uma reuni\u00e3o para elabora\u00e7\u00e3o do projeto, um estudante informou que em sua antiga escola haviam geladeiras paradas. Ao fazer contato com a escola, a geladeira foi doada e assim surgiu a ideia do armazenamento dos livros. Uma campanha para doa\u00e7\u00e3o foi realizada dentro e fora das depend\u00eancias da Faculdade Ielusc. Cerca de 400 livros foram arrecadados. \u201cNa hora que descemos com a geladeira, as crian\u00e7as ficaram doidas e j\u00e1 foram pegando os livros pra ler\u201d, conta a presidente da Atl\u00e9tica, Gabriela Dutra. A geladeira possui livros de fic\u00e7\u00e3o, psicologia, autoajuda e infantis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rafaela Sant&#8217;Anna O brasileiro l\u00ea, em m\u00e9dia, dois livros por ano e cerca de 30% da popula\u00e7\u00e3o\u00a0 nunca comprou um livro. Os dados da pesquisa Retratos da Leitura, realizada em 2016 pelo Instituto Pr\u00f3-Livro, apontam tamb\u00e9m que classes mais baixas t\u00eam o maior percentual de n\u00e3o-leitores, cerca de 60%. 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