{"id":4734,"date":"2020-09-10T18:44:51","date_gmt":"2020-09-10T21:44:51","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=4734"},"modified":"2020-09-10T18:44:51","modified_gmt":"2020-09-10T21:44:51","slug":"aula-aberta-discute-racismo-e-questao-decolonial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2020\/09\/10\/aula-aberta-discute-racismo-e-questao-decolonial\/","title":{"rendered":"Aula aberta discute racismo e quest\u00e3o decolonial"},"content":{"rendered":"<h4><em>Por Juliana Mews<\/em><\/h4>\n<h4><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;<strong>Branquitude<\/strong>,<strong> Negritude<\/strong> e Quest\u00e3o <strong>Decolonial<\/strong>&#8221; foi o assunto da<strong> aula aberta<\/strong> proferida pelos professores <strong>Sandro Galar\u00e7a<\/strong> e <strong>Leandro Hofst\u00e4tter<\/strong> na segunda noite da <strong>SIC<\/strong> &#8211; <strong>Semana Integrada de Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>. O encontro dos dois doutores agitou as redes sociais da <strong>Faculdade Ielusc<\/strong> durante todo o dia e at\u00e9 foi apelidado de &#8220;Grenal de Ideias&#8221;, j\u00e1 que Galar\u00e7a n\u00e3o esconde sua paix\u00e3o pelo Internacional e Leandro \u00e9 torcedor do Gr\u00eamio. Brincadeiras \u00e0 parte, os dois professores deram ao tema a seriedade que merece e destacaram a import\u00e2ncia de uma sociedade unida contra o<strong> racismo<\/strong>.<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A aula contou com a participa\u00e7\u00e3o de\u00a0 125 pessoas, entre\u00a0 professores, acad\u00eamicos, egressos e estudantes e outros interessados. Galar\u00e7a ilustrou sua fala com diversos exemplos concretos de que\u00a0 o racismo ainda \u00e9 muito praticado no Brasil. O professor explicou que quando pessoas negras aceitam sua hist\u00f3ria, d\u00e3o um passo contra o racismo, por\u00e9m. \u201cQuando eu entendo que \u00e9 um problema social, mesmo que a causa n\u00e3o me atinja diretamente, eu tamb\u00e9m estou lutando contra\u201d, enfatizou. Ele ressaltou a necessidade de valorizar a mem\u00f3ria dos antepassados, negros e ind\u00edgenas, em vez de tentar apag\u00e1-la, como ocorre no pa\u00eds. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Leandro destacou o quanto o colonialismo est\u00e1 impregnado no imagin\u00e1rio da sociedade brasileira. Explicou que c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">olonialismo \u00e9 uma forma de impor a cultura de um povo sobre o outro, exatamente o que aconteceu no Brasil ap\u00f3s a chegada dos imigrantes europeus. Desde ent\u00e3o, a cultura de quem j\u00e1 vivia no Brasil e de quem foi trazido como escravo foi condenada e parcialmente exclu\u00edda. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O professor de Filosofia\u00a0 lembrou o caso da menina de dez anos que foi brutalmente estuprada pelo tio e destacou que casos assim acontecem desde o s\u00e9culo XV, quando meninas ind\u00edgenas sofriam abuso e explora\u00e7\u00e3o desde muito pequenas. A discuss\u00e3o contra o colonialismo j\u00e1 existe h\u00e1 20 anos, e somente agora tem ganhado mais espa\u00e7o para debates, mas, conforme Leandro, s\u00f3 ensinar na escola n\u00e3o \u00e9 suficiente. \u201cPrecisamos de pol\u00edticas p\u00fablicas, pois\u00a0 como uma crian\u00e7a sem condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para estudar e que n\u00e3o \u00e9 aceita pela sociedade pode acreditar em um futuro melhor, livre do preconceito e do racismo? J\u00e1 roubaram o seu futuro\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A conversa prolongou-se al\u00e9m do programado e durou cerca de 2h30. Professores e alunos participaram com perguntas, relatos e coment\u00e1rios. A doutora Maria Elisa M\u00e1ximo, mediadora do encontro, comentou a urg\u00eancia de incluir bibliografias de pensadores negros nas leituras indicadas aos acad\u00eamicos e de trazer negros e ind\u00edgenas para os debates. Os estudantes tamb\u00e9m solicitaram novas discuss\u00f5es sobre quest\u00f5es \u00e9tnico-raciais e, no chat, v\u00e1rias obras escritas por negros ou que tratam de decolonialismo foram compartilhadas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Juliana Mews &#8220;Branquitude, Negritude e Quest\u00e3o Decolonial&#8221; foi o assunto da aula aberta proferida pelos professores Sandro Galar\u00e7a e Leandro Hofst\u00e4tter na segunda noite da SIC &#8211; Semana Integrada de Comunica\u00e7\u00e3o. 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