{"id":4865,"date":"2020-10-20T09:52:02","date_gmt":"2020-10-20T12:52:02","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=4865"},"modified":"2020-10-20T09:52:02","modified_gmt":"2020-10-20T12:52:02","slug":"joinville-tem-deficit-na-balanca-comercial-pelo-sexto-ano-consecutivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2020\/10\/20\/joinville-tem-deficit-na-balanca-comercial-pelo-sexto-ano-consecutivo\/","title":{"rendered":"Joinville tem d\u00e9ficit na balan\u00e7a comercial pelo sexto ano consecutivo"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Por Kevin Eduardo da Silva<\/strong><\/em>* <\/p>\n\n\n\n<p>Faz mais de seis anos que a <strong>balan\u00e7a comercial<\/strong> de <strong>Joinville<\/strong> apresenta saldo negativo. Em agosto de 2020, o<strong> d\u00e9ficit <\/strong>era de US$ 747 milh\u00f5es de d\u00f3lares, segundo o portal <a href=\"http:\/\/comexstat.mdic.gov.br\/pt\/comex-vis\">Comex Stat<\/a>, que apresenta estat\u00edsticas sobre o c<strong>om\u00e9rcio exterior<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Andrei Vinicius da Rosa, bacharel em Com\u00e9rcio Exterior e atual presidente do N\u00facleo de Neg\u00f3cios Internacionais da Associa\u00e7\u00e3o Empresarial de Joinville (<strong>Acij<\/strong>), o d\u00e9ficit na balan\u00e7a comercial n\u00e3o significa necessariamente algo negativo. Segundo ele, abrir a regi\u00e3o para a <strong>importa\u00e7\u00e3o <\/strong>pode gerar mais competitividade na ind\u00fastria e estimular a cria\u00e7\u00e3o de empregos, principalmente na parte de log\u00edstica. Mas ele tamb\u00e9m enfatiza a necessidade do fomento \u00e0 <strong>exporta\u00e7\u00e3o<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Com a pandemia, muitos brasileiros perderam os seus empregos e a renda, o que diminuiu o poder de consumo. Logo, a produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de produtos seria uma das solu\u00e7\u00f5es para tentar vencer a crise p\u00f3s-pand\u00eamica. Segundo a avalia\u00e7\u00e3o de Andrei, o Brasil n\u00e3o tem uma pol\u00edtica de Estado de fomento \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o pa\u00eds foca no mercado nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Santa Catarina, Joinville ocupa o 2\u00ba lugar no ranking de importa\u00e7\u00f5es e fica em 3\u00ba lugar nas exporta\u00e7\u00f5es. A cidade \u00e9 respons\u00e1vel por quase 15% do total de importa\u00e7\u00f5es do estado. Somente no primeiro semestre deste ano, foram importados mais de um bilh\u00e3o de d\u00f3lares em produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio nacional, o Brasil importa muita manufatura (produtos em grande volume) e exporta muitas commodities (mat\u00e9ria prima, como petr\u00f3leo, gado, caf\u00e9, soja e ouro). Em Joinville, 33% de produtos importados (cerca de US$ 404 milh\u00f5es) s\u00e3o m\u00e1quinas e aparelhos, material el\u00e9trico e suas partes (manufaturados) e 23% s\u00e3o de metais comuns, que geralmente s\u00e3o importados pelas ind\u00fastrias da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Trabahador-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4867\"\/><figcaption>Importa\u00e7\u00e3o de produtos chineses chegou a US$ 940 milh\u00f5es em 2019\/ Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Em busca do equil\u00edbrio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para o economista e professor Ulises Jacinto Aguayo Garrido, uma balan\u00e7a comercial ideal \u00e9 aquela que apresenta equil\u00edbrio. \u201cA balan\u00e7a deveria estar menos negativa. O ideal \u00e9 que estivesse positiva. Dever\u00edamos exportar mais o que produzimos, para que isso se transformasse em recursos financeiros e estimulasse nossa economia\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Garrido, Joinville poderia ocupar um ranking comercial melhor por conta dos fatores socioecon\u00f4micos e estrat\u00e9gicos da cidade. Ele avalia que a cidade est\u00e1 muito bem localizada, mas ainda faltam condi\u00e7\u00f5es para que o munic\u00edpio produza mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o professor, os principais motivos que impedem o aumento da taxa de exporta\u00e7\u00e3o s\u00e3o a falta de infraestrutura na cidade e de incentivos fiscais \u00e0s ind\u00fastrias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>R<\/strong>ela\u00e7\u00f5es comerciais<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando o assunto \u00e9 importa\u00e7\u00e3o, um dos maiores parceiros comerciais de Joinville \u00e9 a China. No ano passado, Joinville importou cerca de US$ 925 milh\u00f5es em produtos chineses e, neste ano, at\u00e9 setembro, o equivalente a 504 milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a rela\u00e7\u00e3o do Brasil com a China s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as a um<a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/atividade-legislativa\/comissoes\/comissoes-permanentes\/credn\/documentos\/publicacao\/anteriores\/Economia%20de%20Mercado%20da%20China.htm\"> protocolo assinado em 2004<\/a>, durante o governo Lula, em que o Brasil reconhecia o pa\u00eds asi\u00e1tico com uma economia de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAtualmente, a China \u00e9 a f\u00e1brica do mundo\u201d, diz Andrei. Para ele, o Brasil deve continuar a manter boas rela\u00e7\u00f5es com o pa\u00eds asi\u00e1tico. Al\u00e9m disso, avalia que uma das estrat\u00e9gias para o pa\u00eds superar crise p\u00f3s-pand\u00eamica \u00e9 fortalecer as rela\u00e7\u00f5es com a Am\u00e9rica Latina. \u201cPara as pequenas e m\u00e9dias empresas esta \u00e9 uma sa\u00edda, j\u00e1 que os nossos la\u00e7os culturais com os pa\u00edses vizinhos s\u00e3o muito fortes. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma facilidade de log\u00edstica imensa, o que \u00e9 bem vantajoso para n\u00f3s brasileiros\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Garrido segue a mesma dire\u00e7\u00e3o: fortalecer as rela\u00e7\u00f5es com a Am\u00e9rica Latina \u00e9 uma das sa\u00eddas para vencer a crise. \u201cN\u00f3s (Am\u00e9rica Latina) ser\u00edamos o 4\u00ba PIB do mundo. Somos ego\u00edstas. Por exemplo, a Argentina n\u00e3o faz parcerias, ela compete com o Brasil. Temos tamb\u00e9m condi\u00e7\u00f5es de fazer parceria com o Peru\u201d, explica. De acordo o professor, faz tempo que essas liga\u00e7\u00f5es entre a Am\u00e9rica Latina s\u00e3o poss\u00edveis, mas as for\u00e7as pol\u00edticas n\u00e3o deixam que isso aconte\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O caminho para atingir isso ainda \u00e9 longo.<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/noticias\/2015\/12\/151217_brasil_latinos_tg\"> Uma pesquisa<\/a>, de 2015, mostra que os brasileiros desprezam a identidade latina, mesmo se vendo como l\u00edderes da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/linha-branca.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4868\"\/><figcaption>Cidade ocupa terceira coloca\u00e7\u00e3o estadual no ranking de exporta\u00e7\u00f5es \/ Foto: Arquivo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em>*Reportagem desenvolvida na disciplina de Jornalismo Impresso 3, com orienta\u00e7\u00e3o do Prof. Jo\u00e3o Kamradt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Kevin Eduardo da Silva* Faz mais de seis anos que a balan\u00e7a comercial de Joinville apresenta saldo negativo. 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