{"id":5140,"date":"2021-05-11T21:11:23","date_gmt":"2021-05-12T00:11:23","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=5140"},"modified":"2022-09-17T17:47:06","modified_gmt":"2022-09-17T20:47:06","slug":"veganismo-conquista-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2021\/05\/11\/veganismo-conquista-jovens\/","title":{"rendered":"Veganismo conquista jovens"},"content":{"rendered":"\n<p>Catherine Kuehl, 28 anos, natural de Joinville, e L\u00edvia Rampinelli, 21 anos, de S\u00e3o Paulo, cortaram a carne de suas dietas ainda na adolesc\u00eancia.  A paulista \u00e9 <strong>vegana <\/strong>desde os 16 anos e a catarinense h\u00e1 5, pois antes era <strong>vegetariana<\/strong>.   Elas fazem parte dos 7 milh\u00f5es de veganos que vivem no Brasil, de acordo com uma pesquisa do Ibope realizada em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>A joinvilense tornou-se vegetariana aos 17 anos, quando em uma de suas viagens, avistou um caminh\u00e3o que transportava porcos.  \u201cLembro de pensar na situa\u00e7\u00e3o dos animais que estavam nas gaiolas do meio, sem pegar vento e sujos de urina e fezes dos outros porcos.  Meu primeiro sentimento foi n\u00e3o querer mais fazer parte disso\u201d, lembra Catherine.  Ela tornou-se vegana quando resolveu pesquisar mais sobre a <strong>causa animal <\/strong>e a ind\u00fastria do leite e do ovo.   <\/p>\n\n\n\n<p>Diferente de Catherine, L\u00edvia foi apresentada ao <strong>veganismo<\/strong> por duas amigas, uma do curso de ingl\u00eas e a outra em uma festa de anivers\u00e1rio, onde todos os quitutes eram veganos.  \u201cNaquela festa conversamos sobre o movimento e plantou-se uma sementinha na minha cabe\u00e7a\u201d, recorda a paulista.  <\/p>\n\n\n\n<p> Nos dias que se sucederam \u00e0 festa, a jovem pesquisou sobre o movimento vegano, assistiu a document\u00e1rios e ap\u00f3s mais uma ida \u00e0 aula de ingl\u00eas, tomou a decis\u00e3o de cortar alimentos de origem animal da dieta.  \u201cEu fui doida e parei com tudo de uma vez, mas isso n\u00e3o \u00e9 o certo, pois o nosso corpo est\u00e1 acostumado a consumir determinados alimentos, e do nada voc\u00ea muda, da\u00ed \u00e9 complicado\u201d, reflete L\u00edvia. <\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Adapta\u00e7\u00e3o requer conhecimento sobre nutrientes<\/h4>\n\n\n\n<p>Para Catherine, a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova alimenta\u00e7\u00e3o foi tranquila e ben\u00e9fica para a sa\u00fade, porque descobriu novas comidas e adquiriu mais conhecimento sobre os nutrientes que precisa consumir.  \u201cNunca passei mal, pelo contr\u00e1rio, minha alimenta\u00e7\u00e3o melhorou muito, descobri novos sabores, passei a comer mais vegetais, aprendi novas receitas, aprendi a montar um prato saud\u00e1vel com as propor\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para uma alimenta\u00e7\u00e3o balanceada\u201d, avalia a catarinense.  <\/p>\n\n\n\n<p>Ao cortar derivados do leite e ovo, ela passou a comer menos doces, queijos e ultraprocessados.  \u201cComecei a comer mais comidas que eu mesma fa\u00e7o. Percebi que minha sa\u00fade melhorou\u201d, destaca.   <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"952\" height=\"467\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/sucos.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13480\"\/><figcaption>Substitui\u00e7\u00f5es precisam de orienta\u00e7\u00e3o de nutricionista<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Catherine alerta que o vegano n\u00e3o necessariamente \u00e9 mais saud\u00e1vel em compara\u00e7\u00e3o a quem n\u00e3o adere ao movimento. \u201cA pessoa pode ser vegana e comer muita fritura, ultraprocessados e comidas ricas em a\u00e7\u00facar. S\u00f3 que, no meu caso, o veganismo me ajudou a ter uma alimenta\u00e7\u00e3o mais natural e balanceada\u201d, reflete.  <\/p>\n\n\n\n<p>Quando L\u00edvia parou, por conta pr\u00f3pria, de comer alimentos derivados de animais,  o corpo dela sentiu-se fraco.  \u201cNa \u00e9poca, eu tinha muitas d\u00favidas de como substituir os alimentos e como faria para comer fora de casa\u201d, lembra.  Al\u00e9m disso, seus pais  foram contra a mudan\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o.  \u201cEles ficaram muito preocupados e falaram que os meus ossos n\u00e3o iriam crescer e eu ficaria muito fraca\u201d, conta.  <\/p>\n\n\n\n<p>Nas primeiras semanas com uma<strong> dieta vegana<\/strong>, L\u00edvia sofreu quando precisava sair de casa.  Na escola onde estudava, n\u00e3o podia levar comida de casa, porque a institui\u00e7\u00e3o tinha um card\u00e1pio definido. \u201cEu ficava sem comer por muito tempo quando n\u00e3o tinha fruta\u201d, relembra a paulista.  Al\u00e9m disso, a falta de conhecimento sobre alimentos e n\u00e3o ter o apoio dos pais no in\u00edcio dessa decis\u00e3o foram outros obst\u00e1culos na vida dela. \u201cPassaram-se tr\u00eas meses e o meu pai percebeu que eu n\u00e3o mudaria de opini\u00e3o. Foi a\u00ed que ele me levou para uma nutricionista\u201d, relata.  <\/p>\n\n\n\n<p>A nutricionista desapontou L\u00edvia ao proibi-la de vetar  ovos e leite do seu dia a dia porque, segundo a profissional, deixar de comer esses alimentos prejudicaria o crescimento e fortalecimento dos ossos.  \u201cIgnorei o que ela falou, porque sabia que o veganismo existia h\u00e1 muitos anos e v\u00e1rias pessoas viviam sem ovos e leite\u201d, concluiu.  Ap\u00f3s a consulta, voltou para casa e pesquisou nutricionistas especializados em dietas veganas.  \u201cDemorou um pouco at\u00e9 que encontrei uma que p\u00f4de me instruir de como me alimentar corretamente\u201d, alegrou-se.  Por ter se alimentado incorretamente por meses, L\u00edvia precisou de suplementos no in\u00edcio da dieta.  \u201cDepois de um tempo o corpo vai acostumando e consegui viver tranquilamente\u201d, comemora.  <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/simbolo-vegan-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13482\" width=\"245\" height=\"227\"\/><figcaption>S\u00edmbolo ajuda a identificar locais com alimenta\u00e7\u00e3o vegana <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>L\u00edvia acabou conseguindo convencer a nutricionista e a coordenadora da escola  a prepararem lanches que ela poderia comer.  Para as duas jovens, o movimento vegano \u00e9 fraco em Joinville.  Catherine desconhece a exist\u00eancia de algum grupo veganista na cidade. L\u00edvia nota  maior envolvimento dos paulistas.  \u201cEm S\u00e3o Paulo  tem mais gente que apoia o movimento, logo \u00e9 mais f\u00e1cil de fazer alguma manifesta\u00e7\u00e3o.  Fora que a visibilidade \u00e9 maior quando fazem na Avenida Paulista\u201d, compara. <\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edvia sugere o podcast <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/0CEDP8wfePH73FsKtJOjUF\">Uni\u00e3o Vegana de Ativismo<\/a> para quem deseja  conhecer melhor o movimento vegano .  Al\u00e9m disso ela assiste a s\u00e9ries, filmes e document\u00e1rios sobre ind\u00fastrias de animais. \u201cMuitas coisas a gente consome sem saber direito de onde vem.  Fico indignada como escondem todo o sofrimento dos bichos, \u00e9 um absurdo.  Envolve muita gente que tem poder de mercado\u201d, destaca.  Catherine aconselha os interessados pelo veganismo a seguirem nas redes sociais influenciadores desse estilo de vida.  \u201cE tamb\u00e9m perfis que falem de veganismo popular\u201d, completa. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Orienta\u00e7\u00e3o de nutricionista<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><br>Marilyn Ferreira, nutricionista, define o veganismo como um processo de escolha e autoconhecimento.  \u201cEnvolve muito mais do que a alimenta\u00e7\u00e3o.  \u00c9 uma quest\u00e3o sustent\u00e1vel,  as pessoas precisam focar em um novo estilo de vida, buscando melhorar todo um sistema pol\u00edtico-social atrav\u00e9s da alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, reflete.  <\/p>\n\n\n\n<p>Para uma pessoa se adaptar a uma dieta vegana, segundo a nutricionista, \u00e9 preciso considerar que cada corpo responde em prazos diferentes.  \u201c\u00c9 muito individual, tem gente  que demora 1, 2, 3 anos\u201d, avalia.  Marilyn alerta os interessados pelo veganismo a fazerem substitui\u00e7\u00f5es de alimentos, para que a sa\u00fade n\u00e3o seja prejudicada. \u201c\u00c9 importante se adaptar e adquirir o conhecimento do que \u00e9 alimento, n\u00e3o basta simplesmente tir\u00e1-lo. A alimenta\u00e7\u00e3o tem que ser ampliada\u201d, pontua. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Marilyn.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13483\" width=\"260\" height=\"274\"\/><figcaption>Nutricionista Marilyn Ferreira: veganismo \u00e9 processo de autoconhecimento<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Aqueles que buscam iniciar uma dieta vegana, al\u00e9m de procurar por um nutricionista, precisam comer alimentos com maior fonte de amino\u00e1cidos e vitaminas do complexo B.  Elas s\u00e3o encontradas nas leguminosas e em comidas integrais.  \u201cUm vegano consegue ser saud\u00e1vel sem vitaminas sint\u00e9ticas.  Basta comer alimentos como feij\u00f5es, lentilhas, gr\u00e3os de bico, cereais e tub\u00e9rculos como aipim e batata-doce.  Tem que voltar at\u00e9 a terra para procurar os nutrientes que est\u00e3o na diversidade alimentar\u201d, aconselha. <br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catherine Kuehl, 28 anos, natural de Joinville, e L\u00edvia Rampinelli, 21 anos, de S\u00e3o Paulo, cortaram a carne de suas dietas ainda na adolesc\u00eancia. A paulista \u00e9 vegana desde os 16 anos e a catarinense h\u00e1 5, pois antes era vegetariana. Elas fazem parte dos 7 milh\u00f5es de veganos que vivem no Brasil, de acordo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":13478,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,97,852,17],"tags":[218,1277,1278,1279,1280,1281],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5140"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5140"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5140\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13484,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5140\/revisions\/13484"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13478"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}