{"id":540,"date":"2018-09-19T15:22:13","date_gmt":"2018-09-19T18:22:13","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=540"},"modified":"2018-09-19T15:22:13","modified_gmt":"2018-09-19T18:22:13","slug":"cena-autoral-do-rock-joinvilense-une-diferentes-geracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2018\/09\/19\/cena-autoral-do-rock-joinvilense-une-diferentes-geracoes\/","title":{"rendered":"Cena autoral do rock joinvilense une diferentes gera\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O <strong>rock autoral<\/strong> produzido em Joinville come\u00e7ou a se consolidar nos anos 80 e se mant\u00e9m renovado at\u00e9 hoje. Bandas da cidade j\u00e1 gravaram discos e CDs, viajaram para outros estados e continuam lan\u00e7ando novidades. Com produ\u00e7\u00f5es que v\u00e3o de festivais locais a grava\u00e7\u00f5es com o ex-tecladista da Legi\u00e3o Urbana, os grupos demonstram uni\u00e3o, mesmo em uma \u00e9poca na qual o g\u00eanero n\u00e3o est\u00e1 no pico da cena musical brasileira. S\u00e3o jovens e adultos\u00a0 com muita coisa para contar sobre o passado, o presente e perspectivas de futuro da m\u00fasica na cidade.<\/p>\n<p>L\u00e1 em 1986 nascia a<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/AtritoJoinville\/?ref=br_rs\"><strong> Atrito<\/strong><\/a>, com tr\u00eas integrantes: <strong>Robert Lemke,<\/strong> vocalista, <strong>Alex P\u00fcschel<\/strong> na bateria e <strong>Alexandre Maia de Moraes<\/strong> no baixo. Influenciados por bandas como The Smiths, The Clash, Legi\u00e3o Urbana e Nenhum de N\u00f3s, a Atrito gravou as primeiras m\u00fasicas em 1987, come\u00e7ando ent\u00e3o a fazer parte da programa\u00e7\u00e3o das r\u00e1dios locais. O primeiro disco &#8211; lan\u00e7ado em 1989 &#8211; foi uma parceria com a <strong>H2O<\/strong>, outra banda famosa na Joinville da \u00e9poca. Atualmente, o grupo faz shows com covers das mais diversas bandas, desde Linkin Park at\u00e9 Foo Fighters. A forma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 diferente: al\u00e9m de Alexandre e Robert, Edson Brusque toca guitarra, e Tiago Nielson \u00e9 o baixista.<\/p>\n<figure id=\"attachment_542\" aria-describedby=\"caption-attachment-542\" style=\"width: 449px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-542\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/atrito-1-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"449\" height=\"449\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-542\" class=\"wp-caption-text\">Atualmente, Atrito faz shows com covers da banda U2\/ Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Outro grande nome do rock joinvilense na d\u00e9cada de 80 foi a banda <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Invas%C3%A3o-B%C3%A1sica-199716203549623\/\"><strong>Invas\u00e3o B\u00e1sica<\/strong><\/a>. Formada pelos irm\u00e3os <strong>J\u00falio<\/strong> e <strong>Alexandre do Amaral<\/strong> (baixo e vocal, respectivamente) e por <strong>Muni Paul<\/strong> (guitarrista), o grupo tamb\u00e9m come\u00e7ou suas atividades em 1986. Com dois discos e um CD gravados, a banda passou muito tempo fazendo sucesso nas r\u00e1dios joinvilenses, al\u00e9m de fazer shows fora da cidade e do estado. O primeiro LP saiu em 1989, intitulado \u201c<strong>Ondas de Imagens<\/strong>\u201d. Na \u00e9poca, era raro que bandas gravassem discos sozinhas, pois geralmente faziam trabalhos em conjunto com outros grupos. Em 1994, lan\u00e7aram o segundo EP, \u201c<strong>Dois Dias<\/strong>\u201d. Na \u00e9poca, foram para S\u00e3o Paulo e, em 1997, a Invas\u00e3o B\u00e1sica gravou um CD no Est\u00fadio AR, localizado no Rio de Janeiro (um dos maiores\u00a0 do Brasil na \u00e9poca, produzia trabalhos de bandas como Legi\u00e3o Urbana e Skank), gra\u00e7as \u00e0 um empres\u00e1rio joinvilense que decidiu apostar no trabalho deles, que contou com o ex-produtor da Legi\u00e3o, F\u00e1bio Henrique, e o ex-tecladista da mesma banda, Carlos Trilha. Contudo, a obra nunca foi lan\u00e7ada, pois na \u00e9poca o consumo de CD\u2019s estava caindo, dando espa\u00e7o aos downloads. Depois disso, os integrantes da Invas\u00e3o voltaram para Joinville onde permanecem at\u00e9 hoje fazendo shows nos quais s\u00f3 tocam m\u00fasicas do rock brasileiro, produzidas a partir dos anos 80.<\/p>\n<figure id=\"attachment_551\" aria-describedby=\"caption-attachment-551\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-551 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Invas\u00e3o-2.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"640\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-551\" class=\"wp-caption-text\">Com o projeto &#8220;Invas\u00e3o B\u00e1sica Rock Brasil&#8221;, a banda faz shows at\u00e9 hoje e mant\u00e9m a mesma forma\u00e7\u00e3o \/ Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para o baterista da Atrito, Alex P\u00fcschel, a cena musical de Joinville mudou muito da d\u00e9cada de 80 para c\u00e1.\u00a0 \u201cGravar hoje \u00e9 muito f\u00e1cil, temos est\u00fadios espalhados pela cidade com toda a estrutura necess\u00e1ria e custo razo\u00e1vel\u201d, diz. \u201cHoje temos est\u00fadios para ensaio, coisa que na \u00e9poca era raro\u201d. J\u00falio do Amaral Neto, baterista da Invas\u00e3o B\u00e1sica, compartilha da opini\u00e3o. Ele conta que antes era dif\u00edcil at\u00e9\u00a0 arranjar instrumentos e equipamentos de som.\u00a0 \u201cCom qualquer celular tu grava um show, tira uma foto e j\u00e1 monta um trabalho\u201d.<\/p>\n<p><strong>Sangue novo nos palcos<\/strong><\/p>\n<p>Se os veteranos continuam a contribuir para a cena, o rock joinvilense tamb\u00e9m se renova com jovens talentos. Um exemplo \u00e9 a<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC47gzYAaPwQdG0diPqVwqGA\"><strong> Severinos<\/strong><\/a>, que fez seu primeiro show em junho de 2017. Formada por <strong>Nathan Farias<\/strong>, <strong>Bruno Nunes<\/strong>, <strong>Guilherme Hafermann<\/strong> (\u201cNego Jordan\u201d) e <strong>Marcos Prochnow J\u00fanior<\/strong> (\u201cBatatinha\u201d), a banda toca m\u00fasicas autorais e covers. Para o guitarrista e vocalista Nathan, o que dificulta a produ\u00e7\u00e3o de m\u00fasica em Joinville \u00e9 a falta de grandes est\u00fadios e produtores na cidade. No entanto, na opini\u00e3o dele, algo que fortalece a cena do rock local \u00e9 a uni\u00e3o existente entre as bandas. \u201cN\u00e3o existe concorr\u00eancia na m\u00fasica\u201d, diz. \u201cSempre que um estilo musical esteve em evid\u00eancia na hist\u00f3ria, \u00e9 porque havia v\u00e1rias bandas fazendo aquilo e crescendo junto.\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o t\u00e3o recente quanto a Severinos nem t\u00e3o antiga quanto a Atrito, a banda <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/fevereirodasilva\"><strong>Fevereiro da Silva<\/strong><\/a> foi formada em 2007. Com dois \u00e1lbuns lan\u00e7ados, atualmente o grupo \u00e9 formado por <strong>Augusto<\/strong> (guitarra e vocal), <strong>Lucas<\/strong> (bateria), <strong>Daniel<\/strong> (baixo) e <strong>Guima<\/strong> (saxofonista). O guitarrista conta que nunca quiseram fazer cover, a proposta sempre foi fazer m\u00fasica autoral. Tocaram no <strong>Planeta Atl\u00e2ntida<\/strong> em 2012 e abriram um show do <strong>Nenhum de N\u00f3s<\/strong> no mesmo ano. O primeiro \u00e1lbum, chamado \u201c<strong>Posso ser o autor?<\/strong>\u201d saiu em 2011. O segundo, \u201c<strong>Baile Sonhador<\/strong>\u201d, foi lan\u00e7ado em 2015. Desde ent\u00e3o a Fevereiro da Silva vem fazendo shows em Joinville, Florian\u00f3polis, Blumenau e outras cidades.<\/p>\n<figure id=\"attachment_546\" aria-describedby=\"caption-attachment-546\" style=\"width: 619px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-546\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/fevereiro-da-silva-300x156.png\" alt=\"\" width=\"619\" height=\"322\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-546\" class=\"wp-caption-text\">Clipe da m\u00fasica &#8220;50mg&#8221; da banda Fevereiro da Silva, lan\u00e7ado em 2015 no \u00e1lbum &#8220;Baile Sonhador&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<p>Prova do clima amistoso e entre as bandas da cidade \u00e9 o baterista <strong>Tiago Luis Pereira<\/strong>. Ele\u00a0 toca nas bandas <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/mosaicoadulto\"><strong>Mosaico Adulto<\/strong><\/a> (que fundou em 2014 com tr\u00eas outros amigos) e na <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/somaarock\/?hl=pt-br\"><strong>Somaa<\/strong> <\/a>(formada em 2011). Os dois grupos t\u00eam influ\u00eancias de m\u00fasicas dos anos 80, 90 e 2000.<\/p>\n<figure id=\"attachment_557\" aria-describedby=\"caption-attachment-557\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-557\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/41990628_516865175443046_6444665493562327040_n.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"540\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-557\" class=\"wp-caption-text\">A faixa &#8220;Marionetes&#8221; foi lan\u00e7ada em 2014 pela Somaa, que prepara lan\u00e7amento do primeiro \u00e1lbum completo \/ Foto: reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><b>Outros estilos ganham a prefer\u00eancia do p\u00fablico<\/b><\/p>\n<p>Ainda que Joinville tenha essa hist\u00f3ria\u00a0 com o rock autoral, a perspectiva das bandas para o cen\u00e1rio nacional n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o animadora. As pessoas ouvem menos rock no Brasil. Plataformas musicais como o <strong>Spotify<\/strong> e o <strong>Deezer<\/strong> disponibilizam rankings di\u00e1rios ou semanais com as m\u00fasicas mais ouvidas naquele per\u00edodo. No \u201cHot 100\u201d da <strong>Billboard Brasil<\/strong> (ranking geral do site com as m\u00fasicas mais ouvidas em v\u00e1rias plataformas), as cinco primeiras posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o ocupadas por duplas ou cantores sertanejos, sem muita varia\u00e7\u00e3o entre os dias. No \u201cTop 200\u201d do Spotify, as posi\u00e7\u00f5es variam principalmente entre duplas sertanejas e MCs de funk.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-545\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/spotify-chart-300x125.png\" alt=\"\" width=\"549\" height=\"229\" \/><\/p>\n<p>Para Nathan Farias, a queda do rock nos rankings nacionais \u00e9 uma tend\u00eancia\u00a0 desde os anos 90, quando surgiu o grunge (subg\u00eanero do rock),\u00a0 um estilo que subiu e desceu muito r\u00e1pido. Quando isso aconteceu, outro subg\u00eanero nasceu para recompor a cena: o pop punk (bandas como Detonautas, CPM 22, entre outras). \u201cE a\u00ed o que aconteceu, quando essas bandas morreram, o rock nacional virou basicamente s\u00f3 isso. Ent\u00e3o o resto do rock n\u00e3o tinha a for\u00e7a que os outros estilos tinham, a\u00ed teve uma queda\u201d, analisa.<\/p>\n<p>O jornalista e mestre em Patrim\u00f4nio Cultural e Sociedade<strong> Marcus Carvalheiro<\/strong> avalia a situa\u00e7\u00e3o de um ponto de vista mercadol\u00f3gico. O rock surgiu no Brasil como uma alternativa nas d\u00e9cadas de 50 e 60. Antes disso, consumia-se apenas MPB, m\u00fasica cl\u00e1ssica, m\u00fasica religiosa, g\u00eaneros caros de se produzir. Mas o rock era barato, feito por jovens, o que fez o estilo se tornar popular entre os produtores brasileiros. \u201cPor\u00e9m, a partir da d\u00e9cada de 80 as bandas se firmaram no mercado e come\u00e7aram a ser caras tamb\u00e9m\u201d, conta Carvalheiro. \u201cO mercado precisou buscar outros estilos mais baratos para investir, que\u00a0 tornassem mais baratas a grava\u00e7\u00e3o\u201d. Com isso, g\u00eaneros como o funk e o sertanejo conseguiram seus lugares nas gravadoras segundo o jornalista.<\/p>\n<p>Para quem gosta de rock n\u2019 roll e quer acompanhar mais de perto as bandas joinvilenses, lugares como o <strong>Por\u00e3o da Liga<\/strong>, o<strong> Didge<\/strong>, a<strong> Casa 97<\/strong>, entre outros, costumam apresentar bandas todos os finais de semana, al\u00e9m de promoverem outros eventos relacionados a esse g\u00eanero musical.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rock autoral produzido em Joinville come\u00e7ou a se consolidar nos anos 80 e se mant\u00e9m renovado at\u00e9 hoje. Bandas da cidade j\u00e1 gravaram discos e CDs, viajaram para outros estados e continuam lan\u00e7ando novidades. 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