{"id":5559,"date":"2021-09-01T17:54:50","date_gmt":"2021-09-01T20:54:50","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=5559"},"modified":"2022-09-12T18:38:53","modified_gmt":"2022-09-12T21:38:53","slug":"slam-luta-igualdade-e-poesia-preenchem-a-noite-do-ielusc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2021\/09\/01\/slam-luta-igualdade-e-poesia-preenchem-a-noite-do-ielusc\/","title":{"rendered":"Slam, luta, igualdade e poesia preenchem a noite do Ielusc"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por Henrique Duarte<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Luta, igualdade, racismo e resist\u00eancia: foram as palavras chave do primeiro slam de poesia 2021, que ocorreu presencialmente na Faculdade Ielusc na \u00faltima segunda-feira (30). Alunos da segunda fase de Publicidade e Propaganda junto a membros do Slam Joinville, realizaram diversas apresenta\u00e7\u00f5es de poesia falada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com ra\u00edzes semelhantes ao Hip Hop, o slam de poesia tem como sua maior caracter\u00edstica, versos de luta e resist\u00eancia. Teve origem na d\u00e9cada de 70 em Chicago, Estados Unidos, mas sua chegada ao Brasil se deu em 2008 pela atriz Roberta Estrela D\u2019Alva, atrav\u00e9s da Zona Aut\u00f4noma da Palavra (ZAP), em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Slam Joinville foi organizado por tr\u00eas integrantes: Zalu Amorim, Kauan Amorim e Carol Sarda. O grupo come\u00e7ou as atividades em 2019 nas ruas de Joinville. Acreditando em pilares da poesia, performance, intera\u00e7\u00e3o, competi\u00e7\u00e3o e comunidade, o Slam Joinville traz a percep\u00e7\u00e3o do debate para causas sociais, al\u00e9m de declamar poesias n\u00e3o elitizadas. \u2018\u2019Toda batalha de slam \u00e9 evidenciado por esse saber, de que a poesia pode ser acess\u00edvel, sobre pessoas comuns. Por isso o slam \u00e9 t\u00e3o importante socialmente, porque costuma fazer um imenso resgate de crian\u00e7as, jovens, adultos e idosos.\u2019\u2019 diz Zalu.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1536\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/1-1536x1024-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13172\"\/><figcaption>Zalu Amorim &#8211; Foto: Jo\u00e3o Guilherme<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Geralmente, os slams de poesia s\u00e3o movimentos que acontecem na rua, mas sempre que h\u00e1 oportunidades, as batalhas podem acontecer em outros lugares como teatros e universidades \u2014 em S\u00e3o Paulo, existe o Slam Interescolar que re\u00fane alunos das escolas de todo o estado. E quando o slam entra em ambientes escolares, \u00e9 mais uma forma de expor em versos, a realidade do que est\u00e1 acontecendo nos movimentos de rua, quebrando barreiras sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Redmann, 19 anos, estudante de Publicidade e Propaganda, participou de seu primeiro slam de poesia. Apesar de j\u00e1 conhecer essa forma de express\u00e3o e demonstrar interesse em declarar poesias faladas. \u2018\u2019Foi libertador colocar certos sentimentos para fora em forma de poesia, e que em outras ocasi\u00f5es, n\u00e3o falaria\u2019\u2019 diz o estudante. Ele ressalta o debate onde sua poesia fala sobre: trabalho, racismo e direitos humanos. Suas refer\u00eancias que inspiram na hora de fazer poesia, vem de artistas underground da cena Hip Hop no Brasil, como Don L e Makalister.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1536\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/4-1536x1024-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13174\"\/><figcaption>Jo\u00e3o Redmann &#8211; Foto: Jo\u00e3o Guilherme<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Isabela Peixer, 20 anos, estudante de Jornalismo, \u00e9 veterana no movimento Slam Joinville, mas foi a primeira vez que recitou sua poesia em p\u00fablico depois do recesso por conta da pandemia de covid-19. Sua poesia apresenta a luta contra o machismo impregnado na sociedade e destaca pontuais cr\u00edticas ao atual governo. A estudante afirma que est\u00e1 feliz em ver o programa na ativa e participar do slam depois de tanto tempo foi gratificante \u2014 feliz de ver pessoas como o Zalu Amorim \u00e0 frente do projeto, que apesar das dificuldades da pandemia, n\u00e3o deixou esse movimento cultural morrer \u2014 disse.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1536\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/2-1536x1024-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13175\"\/><figcaption>Isabela Peixer &#8211; Foto: Jo\u00e3o Guilherme<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Zalu, o slam de poesia \u2014 \u00e9 a forma mais direta de tocar um jovem que muitas vezes \u00e9 mais um personagem da rua que acaba sendo esquecido por ela mesmo, \u00e9 uma forma de muita gente que nunca foi ouvido, ganhar voz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Henrique Duarte Luta, igualdade, racismo e resist\u00eancia: foram as palavras chave do primeiro slam de poesia 2021, que ocorreu presencialmente na Faculdade Ielusc na \u00faltima segunda-feira (30). 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