{"id":5701,"date":"2021-09-24T21:04:17","date_gmt":"2021-09-25T00:04:17","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=5701"},"modified":"2022-09-12T18:15:39","modified_gmt":"2022-09-12T21:15:39","slug":"tradiacao-gauchesca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2021\/09\/24\/tradiacao-gauchesca\/","title":{"rendered":"A tradi\u00e7\u00e3o gauchesca \u00e9 vivida por admiradores e tradicionalista em Joinville"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Dan\u00e7ar ou descansar ouvindo uma banda ga\u00facha \u00e9 um dos lazeres dos apreciadores da tradi\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por Anderson Marques<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na semana Farroupilha, comerciante natural do Rio Grande do Sul, Rude Angst e o professor de dan\u00e7a ga\u00facha, Zelino Gustavo contam como demonstram o seu&nbsp; orgulho ao Rio Grande do Sul, em Joinville, a maior cidade de Santa Catarina, atrav\u00e9s da dan\u00e7a, da m\u00fasica e o h\u00e1bito de tomar chimarr\u00e3o nos dias atuais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tradicionalismo ga\u00facho \u00e9 uma corrente cultural regionalista formada em torno da exalta\u00e7\u00e3o da figura do ga\u00facho e dos costumes do Rio Grande Sul, como o consumo do Chimarr\u00e3o, uso de roupas t\u00edpicas como os vestido coloridos e adornados das mulheres, a bombacha, t\u00edpico cal\u00e7a com cano largo nas pernas, as m\u00fasicas com&nbsp; instrumento de cordas e, principalmente o uso do acordeon, conhecida tamb\u00e9m como sanfona em outras partes do Brasil. Al\u00e9m disso, a cultura rio-grandense \u00e9 composta por um vasto folclore, cren\u00e7as e lendas fomentada atrav\u00e9s da literatura e a express\u00e3o lingu\u00edstica regional.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das pessoas que ainda preservam as tradi\u00e7\u00f5es ga\u00fachas em terras joinvilenses \u00e9 o comerciante Rude Angst, de 79 anos. H\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas ele vive no bairro Comasa com a sua esposa. Natural da cidade de Cerro Grande, munic\u00edpio da regi\u00e3o Oeste do Rio Grande do Sul, localidade conhecida como a terra missioneira, onde os padres da companhia de Jesus &#8211; os Jesu\u00edtas, teve uma grande participa\u00e7\u00e3o na catequiza\u00e7\u00e3o ao catolicismo dos \u00edndios, no s\u00e9culo XVII. Seu Rude, como \u00e9 chamado pelos seus clientes e amigos da sua pequena agropecu\u00e1ria que pra quem chega, ao fundo do balc\u00e3o j\u00e1 d\u00e1 pra ver a tradicional \u201cCruz Missioneira\u201d remetendo a f\u00e9&nbsp; do seu povo, conta veio para em Santa Catarina, porque a sua regi\u00e3o onde morava estava passando por dificuldades nas lavouras, pois l\u00e1 j\u00e1 era comerciante e dependia dos produtores locais para abastecer o seu estabelecimento e, para n\u00e3o perder tudo, foi prefer\u00edvel come\u00e7ar uma vida nova em uma cidade onde as empresas e os com\u00e9rcios n\u00e3o estavam passando por dificuldades. \u201cGostei da cidade de Joinville e do sistema,&nbsp; e das escolas pros meus filhos, voltei pro Rio Grande e trouxe eles pra c\u00e1\u201d, conta o comerciante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"920\" height=\"650\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Screenshot_1-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-13112\"\/><figcaption><strong>Rude Angst no balc\u00e3o do seu com\u00e9rcio de agropecu\u00e1ria no Comasa&nbsp; \/ Foto: Anderson Marques<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quem chega na casa do comerciante logo nota em sua cozinha as tradi\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Sul, ao se deparar com um \u201c jip\u00e3o\u201d,&nbsp; uma esp\u00e9cie de fog\u00e3o a lenha de concreto.&nbsp; Al\u00e9m dele, h\u00e1 uma chaleira com \u00e1gua sempre quente para se preparar um chimarr\u00e3o. Em sua sala, h\u00e1 v\u00e1rios vinis e cds cl\u00e1ssicos de bandas ga\u00fachas, como Os Monarcas, guardadas em uma estante de madeira pelo f\u00e3 comerciante. \u201cSempre que posso nos finais de semana, sento com a minha esposa na varanda de casa e pego a minha cuia (recipiente onde toma o chimarr\u00e3o) e ou\u00e7o as minhas m\u00fasicas lembrando da minha terra\u201d, relembra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como um bom ga\u00facho, a semana do dia 20 de setembro \u00e9 importante por ser comemorada a Guerra dos Farrapos, tamb\u00e9m conhecida como Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha, que teve in\u00edcio em 1835. A revolta s\u00f3 terminou dez anos depois, no m\u00eas de mar\u00e7o, sendo a mais longa da hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo dos rebeldes da Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha era separar o que hoje compreende o estado do Rio Grande do Sul do restante do pa\u00eds, se tornado uma rep\u00fablica independente do Brasil Imp\u00e9rio, devido a insatisfa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do governo centralizado no Rio de Janeiro, antiga capital brasileira. Esse momento hist\u00f3rico at\u00e9 os dias de hoje \u00e9 lembrado atrav\u00e9s de grandes eventos, como cavalgadas com a chama crioula, esp\u00e9cie de uma tocha que \u00e9 acendida em Porto Alegre, que simboliza o apego e o nativismo do ga\u00facho a sua terra, e essa chama percorre todo estado ga\u00facho. Existem tamb\u00e9m exposi\u00e7\u00f5es sobre a guerra, comidas t\u00edpicas como churrasco e m\u00fasicas durante toda semana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essas comemora\u00e7\u00f5es do territ\u00f3rio do Rio Grande do Sul, chegaram a&nbsp; Santa Catarina por pessoas como Anita e seu marido, o italiano Giuseppe Garibaldi. Eles lutaram pela independ\u00eancia dos dois estados do restante do Brasil, no s\u00e9culo XIX.&nbsp; Por aqui, a revolu\u00e7\u00e3o foi chamada de Rep\u00fablica Juliana ou Catarinense, proclamada em julho de 1839.<\/p>\n\n\n\n<p>A migra\u00e7\u00e3o de ga\u00fachos para Santa Catarina, no s\u00e9culo XX, estimulou a tradi\u00e7\u00e3o do consumo de chimarr\u00e3o.&nbsp; A dan\u00e7a e a m\u00fasica s\u00e3o tamb\u00e9m um grande marco cultural da identidade dos rio-grandenses do sul, compartilhadas com os catarinenses. Na regi\u00e3o de Joinville, existem escolas que ensinam esses costumes&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A escola de dan\u00e7a Unidos da Tradi\u00e7\u00e3o, do bairro Aventureiro, mant\u00e9m a cultura dos&nbsp; CTGs (Centro de tradi\u00e7\u00f5es ga\u00fachas) em Joinville. O professor Zelino Gustavo, 46 anos, natural de Tai\u00f3, Santa Catarina, fundador da institui\u00e7\u00e3o, mora na cidade desde os 2 anos. Seu primeiro contato com a tradi\u00e7\u00e3o ga\u00facha foi atrav\u00e9s de seu irm\u00e3o mais velho que lhe apresentou os h\u00e1bitos rio-grandenses do sul. \u201cEle dava aulas de dan\u00e7as ga\u00fachas na d\u00e9cada de 80 e 90, foi assim que iniciei minha trajet\u00f3ria na cultura rio-grandense\u201d, conta .&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com mais de 20 anos de hist\u00f3ria, a Unidos da tradi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 teve a passagem de v\u00e1rios alunos, em torno de 15 mil alunos, al\u00e9m de ter formado mais de 40 professores. Para o professor de dan\u00e7a gauchesca, n\u00e3o \u00e9 apenas ensinar as pessoas a dan\u00e7arem, mas, sim se vestirem com o \u201cPilchar\u201d (esp\u00e9cie de indument\u00e1ria ga\u00facha) e, tamb\u00e9m ensinar alguns vocabul\u00e1rios do nosso estado vizinho ao sul. Explica o tradicionalista.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do aprendizado e a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura do Rio Grande do Sul, em Joinville, dentro dos grupos de dan\u00e7as nascem la\u00e7os de amizades entre os alunos que colaboram para melhor divulga\u00e7\u00e3o da cultura. \u201cEssa intera\u00e7\u00e3o nos permite sempre estarmos em grandes turmas nos bailes e n\u00e3o somente na cidade, como em outras pr\u00f3ximas, nos divertindo e divulgando o nosso trabalho\u201d, finaliza Zelino.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dan\u00e7ar ou descansar ouvindo uma banda ga\u00facha \u00e9 um dos lazeres dos apreciadores da tradi\u00e7\u00e3o Por Anderson Marques Na semana Farroupilha, comerciante natural do Rio Grande do Sul, Rude Angst e o professor de dan\u00e7a ga\u00facha, Zelino Gustavo contam como demonstram o seu&nbsp; orgulho ao Rio Grande do Sul, em Joinville, a maior cidade de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":13111,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[97,88],"tags":[197,1413,48,991],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5701"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5701"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5701\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13113,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5701\/revisions\/13113"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13111"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5701"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5701"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5701"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}