{"id":5749,"date":"2021-10-01T17:13:11","date_gmt":"2021-10-01T20:13:11","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=5749"},"modified":"2022-09-12T18:10:04","modified_gmt":"2022-09-12T21:10:04","slug":"serie-feel-good-diverte-com-historia-brutalmente-honesta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2021\/10\/01\/serie-feel-good-diverte-com-historia-brutalmente-honesta\/","title":{"rendered":"S\u00e9rie \u201cFeel Good\u201d diverte com hist\u00f3ria brutalmente honesta"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>Dos altos e baixos de relacionamentos a v\u00edcios e sexualidade, s\u00e9rie toca em assuntos densos sem perder a leveza de uma boa com\u00e9dia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por Pedro Novais<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"630\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/feel-good.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13097\"\/><figcaption><sup><sub>Reprodu\u00e7\u00e3o: Netflix (Feel Good)<br> Descri\u00e7\u00e3o de alt: Casal de protagonistas, Mae e George, quase se beijam, enquanto est\u00e3o sentadas, em um restaurante.<\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>\u201cEu entrei na sua vida como um tornado cheio de gravetos e coco.&#8221; A frase dita por Mae em meio a uma DR expressa bem os desafios de qualquer relacionamento quanto \u00e0s bagagens que cada pessoa carrega. Bagagens, muitas vezes, mais pesadas quando se trata de um relacionamento LGBTQIA+. Baseada em experi\u00eancias vividas por sua criadora e protagonista, a atriz e comediante Mae Martin, \u201cFeel Good\u201d escancara essas bagagens sem perder o bom-humor.&nbsp; Ao longo de duas temporadas, a s\u00e9rie consegue ser encantadora e, ao mesmo tempo, poderosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Criada por Martin e Joe Hampton, a produ\u00e7\u00e3o estreou em mar\u00e7o de 2020, pelo Channel 4, e foi distribu\u00edda internacionalmente pela Netflix. A s\u00e9rie ganhou uma segunda e \u00faltima temporada, lan\u00e7ada no in\u00edcio de junho deste ano, pela gigante dos streamings.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFeel Good\u201d acompanha os altos e baixos da rela\u00e7\u00e3o de Mae (uma esp\u00e9cie de autorretrato da atriz) e sua namorada, George (Charlotte Ritchie), em uma Londres contempor\u00e2nea e nada glamourizada. Mae \u00e9 uma comediante canadense &#8211; ex-viciada em drogas &#8211; e George, uma reprimida inglesa de classe m\u00e9dia em busca do momento ideal para sair do arm\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da premissa simples, o relacionamento das protagonistas logo abre espa\u00e7o para complexas reflex\u00f5es sobre identidade, sexualidade e sa\u00fade mental. Com um humor depreciativo semelhante \u00e0 popular (e \u00f3tima) Fleabag, a s\u00e9rie toca em assuntos pesados sem perder a leveza de uma boa com\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a&nbsp; primeira temporada mostra o casal em uma problem\u00e1tica rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia emocional &#8211; algo semelhante ao que a s\u00e9rie Euphoria abordou com \u201cRules\u201d &#8211; e apresenta Mae cada vez mais perto de uma poss\u00edvel reca\u00edda, a segunda parte foca no autoconhecimento e na dor que \u00e9 recome\u00e7ar. Com um roteiro consistente, a s\u00e9rie tem uma jornada s\u00f3lida e fecha com um final otimista.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto alto da s\u00e9rie est\u00e1 na sagacidade do roteiro. Os personagens s\u00e3o reais e cheios de nuances, assim como as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas entre eles. A s\u00e9rie discute diversidade sexual, papel de g\u00eanero, autodescobrimento, relacionamento familiar, v\u00edcios, sa\u00fade mental e at\u00e9 abuso. Todos bem trabalhados e devidamente desenvolvidos, em um texto afiado e instigante, que conquista e conduz o telespectador, entregando somente o necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O elenco \u00e9 um show \u00e0 parte. A qu\u00edmica entre as carism\u00e1ticas Mae Martin e Charlotte Ritchie faz voc\u00ea torcer por elas. Martin transmite muito bem a vulnerabilidade existente sob o bom humor de sua personagem. J\u00e1 Ritchie faz uma personagem retra\u00edda, por\u00e9m com um desenvolvimento incr\u00edvel e cheio de facetas&nbsp; ao longo dos epis\u00f3dios. O elenco de apoio n\u00e3o fica atr\u00e1s, com destaque para a atua\u00e7\u00e3o de Lisa Kudrow (a Phoebe de \u201cFriends\u201d), que interpreta a exc\u00eantrica e engra\u00e7ada Linda, m\u00e3e de Mae.<\/p>\n\n\n\n<p>A s\u00e9rie se distribui em duas temporadas de seis epis\u00f3dios, com m\u00e9dia de 25 minutos cada. Com ritmo din\u00e2mico, \u201cFeel Good\u201d \u00e9 perfeita para maratonar em um final de semana. Tempo ideal para se divertir e refletir com esta produ\u00e7\u00e3o da Netflix.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos altos e baixos de relacionamentos a v\u00edcios e sexualidade, s\u00e9rie toca em assuntos densos sem perder a leveza de uma boa com\u00e9dia Por Pedro Novais \u201cEu entrei na sua vida como um tornado cheio de gravetos e coco.&#8221; A frase dita por Mae em meio a uma DR expressa bem os desafios de qualquer [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13096,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,97,1580],"tags":[1422,673,1408,1140],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5749"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5749"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5749\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13098,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5749\/revisions\/13098"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5749"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5749"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5749"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}