{"id":5956,"date":"2021-11-03T20:16:15","date_gmt":"2021-11-03T23:16:15","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=5956"},"modified":"2022-09-10T17:40:23","modified_gmt":"2022-09-10T20:40:23","slug":"se-essa-praca-falasse-praca-da-bandeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2021\/11\/03\/se-essa-praca-falasse-praca-da-bandeira\/","title":{"rendered":"Se essa pra\u00e7a falasse: Pra\u00e7a da Bandeira"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O espa\u00e7o tem como s\u00edmbolos o Monumento aos Imigrantes e o mastro com a bandeira do Brasil.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Andar pela pra\u00e7a da Bandeira, no Centro de Joinville, \u00e9 contemplar o cotidiano dos joinvilenses, que v\u00e3o e v\u00eam pelo terminal central. Ainda \u00e9 poss\u00edvel, encontrar pessoas que&nbsp; aproveitam a passagem pelo espa\u00e7o para descansar nos bancos.&nbsp; Al\u00e9m disso, o local \u00e9 sempre usado para concentra\u00e7\u00f5es de manifestantes em protestos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como o pr\u00f3prio nome j\u00e1 diz, a pra\u00e7a da Bandeira tem uma grande bandeira do Brasil que pode ser vista de v\u00e1rios pontos da cidade tremulando. Al\u00e9m do s\u00edmbolo nacional, o espa\u00e7o tamb\u00e9m \u00e9 conhecido por abrigar o Monumento aos Imigrantes de Joinville.<\/p>\n\n\n\n<p>A homenagem aos primeiros moradores de Joinville, \u00e9 de autoria do artista alem\u00e3o, radicado no Brasil, Fritz Alt (1902-1968) \u2014 tendo passado grande parte da sua vida na cidade. A obra de arte foi encomendada ao artista em alus\u00e3o ao centen\u00e1rio do munic\u00edpio em 1951, inaugurado em 9 de mar\u00e7o do mesmo ano, no dia do anivers\u00e1rio de Joinville.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1152\" height=\"1536\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2021-11-03-at-19.35.29-1152x1536-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12843\"\/><figcaption>O Monumento aos Imigrantes foi inaugurado em 1951 &#8211; Foto: Anderson Marques<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O gin\u00e1sio Abel Schulz, s\u00edmbolo do esporte amador da cidade. Foi constru\u00eddo no final da d\u00e9cada de 40, faz parte do cen\u00e1rio das pra\u00e7as da Bandeira e Dario Sales. Em anos anteriores, o pr\u00e9dio recebeu grandes eventos esportivos. Por\u00e9m, em 2008, quando a Associa\u00e7\u00e3o de Amigos de Joinville devolveu a gest\u00e3o do espa\u00e7o \u00e0 prefeitura, passou um por um tempo de abandono, sendo revitalizado e novamente recebendo p\u00fablico em 2015. Atualmente o gin\u00e1sio \u00e9 administrado pela&nbsp; Felej (Funda\u00e7\u00e3o de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1536\" height=\"1152\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2021-11-03-at-19.35.30-1536x1152-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12844\"\/><figcaption>O pr\u00e9dio foi inaugurado em 1948<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do gin\u00e1sio, outro pr\u00e9dio que faz parte da hist\u00f3ria dos joinvilenses e da pra\u00e7a, \u00e9 o antigo Cine Pal\u00e1cio. Constru\u00eddo em 1916, o pr\u00e9dio foi o primeiro cinema da cidade. Por muitos anos foi o principal ponto da popula\u00e7\u00e3o que consumia a s\u00e9tima arte por aqui. Nos anos 70, com a chegada da TV a cores, foi o in\u00edcio da crise que&nbsp; iria colapsar a atra\u00e7\u00e3o no local, tendo um fim com a imin\u00eancia da chegada dos shoppings e as salas de cinemas mais modernas e atrativas. O Cine Pal\u00e1cio fechou as portas pela falta de p\u00fablico na d\u00e9cada de 90, por\u00e9m deixou bastante saudades, como conta a joinvilense, Rosineides da Silva. \u201cEu e minha irm\u00e3 ficamos animadas para ir ao Centro quando crian\u00e7a para ir ao cinema. At\u00e9 come\u00e7ar o filme fic\u00e1vamos brincando e conversando com a nossa m\u00e3e na pra\u00e7a da Bandeira\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"447\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12846\"\/><figcaption>Cine Pal\u00e1cio na d\u00e9cada de 70  &#8211; Foto: Arquivo Hist\u00f3rico de Joinville <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1536\" height=\"1152\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2021-11-03-at-19.35.30-1-1536x1152-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12847\"\/><figcaption>O pr\u00e9dio atualmente \u00e9 oculpado por uma igreja evang\u00e9lica. Foto: Anderson Marques<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a d\u00e9cada de 80 a pra\u00e7a era arborizada, tinha mais diversidade de plantas e maior quantidade de bancos para sentar. \u201cQuando cheguei na cidade, h\u00e1 quase 40 anos atr\u00e1s,&nbsp; a pra\u00e7a era t\u00e3o linda, com bastante \u00e1rvores, flores e gramado. Era bem aconchegante\u201d, conta a joinvilense Maria de F\u00e1tima, do bairro Espinheiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A historiadora Valdete Daufemback conta que o epis\u00f3dios do corte das \u00e1rvores da pra\u00e7a ocorreu de forma ilegal, fato cohecido tamb\u00e9m como \u201cA f\u00faria das derrubadas das \u00e1rvores\u201d. \u201cFoi durante a madrugada que elas foram cortadas, pois por lei, era proibido, mas de forma sorrateira foram retiradas. Muita gente que estava indo para o trabalho viu aquilo \u00e0s 4 horas da manh\u00e3\u201d, conta.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs \u00e1rvores que restam, atualmente, foram salvas gra\u00e7as a algumas pessoas que denunciaram e pararam de cortar na mesma madrugada\u201d,finaliza a historiadora.&nbsp; Quem passa pelo Centro no ver\u00e3o sente que, pela falta da vegeta\u00e7\u00e3o, as temperaturas s\u00e3o muito elevadas, numa cidade onde a temperatura atinge a casa dos 35\u00b0C, com frequ\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a cidade de Joinville passou por mudan\u00e7as significativas na d\u00e9cada de 80. \u201cO munic\u00edpio queria uma limpeza na \u00e1rea central, pois n\u00e3o era bem visto ver gente, como usu\u00e1rios de drogas e &#8220;desocupados&#8221; embaixo das \u00e1rvores sentados no bancos\u201d,&nbsp; finaliza a historiadora.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"271\" height=\"186\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/images.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12848\"\/><figcaption>Nos anos 80, a pra\u00e7a da bandeira tinha gramado e mais \u00e1rvores. Foto: Arquivo Hist\u00f3rico de Joinville. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, o espa\u00e7o tem sido palco de manifesta\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios movimentos sociais e pol\u00edticos. Por ser um ponto na \u00e1rea central da cidade, a Pra\u00e7a da Bandeira se torna um n\u00facleo de atividades. \u201cA pra\u00e7a \u00e9 utilizada&nbsp; por ser um ponto na \u00e1rea central e por estar ao lado do terminal de \u00f4nibus, \u00e9 melhor para concentra\u00e7\u00e3o de pessoas que v\u00eam de outras partes da cidade\u201d, avalia o estudante de jornalismo Kevin Eduardo que acompanha alguns destes movimentos. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"600\" height=\"418\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/protesto-joinville_0.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12849\"\/><figcaption>Manifesta\u00e7\u00f5es em Julho de 2021. Foto AN &#8211; NSC Comunica\u00e7\u00e3o <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/ato-ana-lucia-martins-joinville-2-768x576-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12850\"\/><figcaption>Foto: G1\/SC &#8211; NSC TV<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Do abandono a revitaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo sendo uma pra\u00e7a popular, era not\u00e1vel o abandono por parte do poder p\u00fablico nas \u00faltimas d\u00e9cadas, como a falta de poda das \u00e1rvores. O cal\u00e7amento de quase toda a pra\u00e7a tinha desnivelamento e mato entre as juntas. Al\u00e9m do mais, o principal monumento aos imigrantes foi depredado h\u00e1 quase tr\u00eas anos. Uma das est\u00e1tuas est\u00e1 sem&nbsp; um dos bra\u00e7os e a espingarda de uns dos colonos est\u00e1 faltando um peda\u00e7o, al\u00e9m da ilumina\u00e7\u00e3o c\u00eanica que estava obstru\u00edda por folhagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, nos \u00faltimos meses, segundo a Secretaria respons\u00e1vel, a pra\u00e7a foi revitalizada<strong> <\/strong>pelo Sinduscon (Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil) de Joinville. O local recebeu lava\u00e7\u00e3o, ajardinamento e pintura. As \u00e1reas do Monumento ao Imigrante e a da bandeira receberam nova ilumina\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a pra\u00e7a da Bandeira foi adotada pela Veja Constru\u00e7\u00f5es que fica respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o do local.&nbsp; A escultura do artista pl\u00e1stico Fritz Alt est\u00e1 em processo de recupera\u00e7\u00e3o e \u00e9&nbsp; acompanhada pela Secretaria de Cultura e Turismo de Joinville (SECULT).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1536\" height=\"1152\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2021-11-03-at-19.35.30-2-1536x1152-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12851\"\/><figcaption>Pra\u00e7a da Bandeira atualmente. Foto: Anderson Marques <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O espa\u00e7o tem como s\u00edmbolos o Monumento aos Imigrantes e o mastro com a bandeira do Brasil.&nbsp; Andar pela pra\u00e7a da Bandeira, no Centro de Joinville, \u00e9 contemplar o cotidiano dos joinvilenses, que v\u00e3o e v\u00eam pelo terminal central. 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