{"id":6060,"date":"2021-11-16T19:55:37","date_gmt":"2021-11-16T22:55:37","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=6060"},"modified":"2022-09-10T17:28:50","modified_gmt":"2022-09-10T20:28:50","slug":"se-essa-praca-falasse-praca-lauro-muller","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2021\/11\/16\/se-essa-praca-falasse-praca-lauro-muller\/","title":{"rendered":"Se essa pra\u00e7a falasse: Pra\u00e7a Lauro Muller"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O local foi uns dos primeiros espa\u00e7os designado para ser uma pra\u00e7a na cidade ainda no s\u00e9culo XIX <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A pra\u00e7a Lauro Muller foi criada com o objetivo de embelezar a cidade e proporcionar aos joinvilenses um local de conviv\u00eancia para&nbsp; levar a fam\u00edlia e encontrar os amigos. Mais de um s\u00e9culo ap\u00f3s a sua inaugura\u00e7\u00e3o, a pra\u00e7a Lauro Muller, ou \u201cpra\u00e7a da biblioteca\u201d, como \u00e9 mais conhecida, mant\u00e9m, atualmente, poucos dos objetivos desejados pelos seus idealizadores do final do s\u00e9culo XIX. A Biblioteca Municipal Rolf Colin e continua sendo um espa\u00e7o do cotidiano de quem passa pelo centro da cidade. A pra\u00e7a tamb\u00e9m recebe diariamente uma feira de artesanato e antiguidades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"339\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/10270395_718811114844535_3724914077022383777_n-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12806\"\/><figcaption>Pra\u00e7a Lauro Muller no inicio do s\u00e9culo XX &#8211; Foto: Arquivo Hist\u00f3rico de Joinville <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"532\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/lauro-muller3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12807\"\/><figcaption>Obelisco em homenagem aos imigrantes de Joinville &#8211; Foto: Anderson Marques <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio, o local foi reservado ao uso p\u00fablico. Nos prim\u00f3rdios do que seria hoje a cidade de Joinville, na ent\u00e3o col\u00f4nia Dona Francisca, o lote em que est\u00e1 localizada a biblioteca foi destinado a Sociedade Colonizadora de Hamburgo, por isso n\u00e3o foi comercializado. O projeto original era erguer ali o Mercado P\u00fablico. Por\u00e9m, o local ficava distante do porto e o mercado foi erguido \u00e0s margens do Rio Cachoeira. Foi s\u00f3 em 1892 passou a ser usado pelo Corpo de Bombeiros Volunt\u00e1rios de Joinville como \u00e1rea de treinamento, j\u00e1 que ficava pr\u00f3xima a primeira sede da corpora\u00e7\u00e3o, na rua Comandante Eug\u00eanio Lepper.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi em somente em 1896 foi criada a Sociedade de Embelezamento de Joinville que, al\u00e9m do objetivo de criar e cuidar da pra\u00e7a Lauro Muller, tinha a responsabilidade de atuar em outras pra\u00e7as do munic\u00edpio. Em 1898, os volunt\u00e1rios dessa sociedade come\u00e7aram as obras, como o ajardinamento e o cercamento. Ali seria o embri\u00e3o do espa\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A aposentada Eva Pereira, de 68 anos, lembra que quando chegou na cidade, nos anos 70, na pra\u00e7a havia mais fam\u00edlias utilizando do espa\u00e7o. Ela acredita que o esquecimento da Lauro Muller por parte da popula\u00e7\u00e3o se deve aos altos e baixos que o ambiente teve durante as \u00faltimas d\u00e9cadas. \u201cEra mais bonita quando cheguei aqui, mas com o decorrer do tempo come\u00e7ou a ficar abandonada, sem manuten\u00e7\u00e3o do corte das \u00e1rvores e, claramente, o crescimento da criminalidade nos dias atuais na regi\u00e3o pode ter afastado o povo daqui\u201d, conta.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"276\" height=\"182\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/images-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12808\"\/><figcaption>Vista da pra\u00e7a com o busto da Dona Francisca do artista pl\u00e1stico Fritz Alt &#8211; Foto: redes sociais <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A pra\u00e7a passou por v\u00e1rias mudan\u00e7as durante a sua hist\u00f3ria. Em 1926, o espa\u00e7o, em alus\u00e3o aos 75 anos de funda\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio, ganhou o busto da Princesa Dona Francisca feita pelo artista pl\u00e1stico alem\u00e3o, radicado brasileiro, Fritz Alt, que atualmente est\u00e1 na Rua das Palmeiras desde da d\u00e9cada 70. do . No mesmo ano foi instalado um obelisco em pedra. Nessa mesma \u00e9poca ainda era poss\u00edvel ver o antigo coreto, que estava l\u00e1 desde do in\u00edcio.&nbsp; J\u00e1 em 1946, o IBGE instalou no centro da pra\u00e7a o marco geod\u00e9sico, ou \u201c marco zero&#8221;, da cidade.&nbsp; Em 2021, o local&nbsp; foi revitalizado pela Unisociesc e pela Orcali. Foram realizadas nova pintura, ajardinamento, limpeza e revitaliza\u00e7\u00e3o do parque infantil. Um painel fotogr\u00e1fico instagram\u00e1vel foi instalado com o nome da cidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"376\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/10178088_718811134844533_2624738295268954937_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12809\"\/><figcaption>O coreto era usado para abrigar bandas que tocava nos finais de semana ou para declama\u00e7\u00e3o de poesias em p\u00fablico &#8211; Foto: Arquivo hist\u00f3rico de Joinville <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"749\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/10314476_718811151511198_4151705576715987345_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12810\"\/><figcaption>Marco zero da cidade de Joinvile fica dentro da Biblioteca Municipal Rolf Colin &#8211; Foto: redes sociais <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>A pra\u00e7a da biblioteca&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira sede da biblioteca municipal, funcionava na Rua do Pr\u00edncipe. Mas foi apenas no ano do centen\u00e1rio de Joinville, em 1951, que a institui\u00e7\u00e3o foi transferida para pra\u00e7a Lauro Muller. Ela j\u00e1 havia sido criada cinco anos antes, mas s\u00f3 come\u00e7ou a funcionar normalmente na gest\u00e3o do prefeito da \u00e9poca, Rolf Colin (1951 &#8211; 1955).&nbsp; Em 1955, a fachada do pr\u00e9dio ganhou um mosaico de Fritz Alt, que remete \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o do homem atrav\u00e9s dos livros, da inf\u00e2ncia, passando pela juventude e chegando \u00e0 fase adulta e terceira idade.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1100\" height=\"570\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/arte_na_cuca_biblioteca_municipal_joinville.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12811\"\/><figcaption>A biblioteca na d\u00e9cada de 50 &#8211; Foto: Arquivo Hist\u00f3rico de Joinville <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No ano de inaugura\u00e7\u00e3o, contava com um acervo de apenas 3000 t\u00edtulos. Atualmente esse n\u00famero passa de 62000 contando com livros, jornais, obras raras, inclusive no idioma alem\u00e3o e autores nacionais, estrangeiros e locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2010, necessitou passar por reforma e revitaliza\u00e7\u00e3o e passou a funcionar no pr\u00e9dio do antigo Piazza It\u00e1lia, no bairro Anita Garibaldi, onde permaneceu at\u00e9 o ano de 2013, quando retornou \u00e0 sede atual, agora revitalizada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;Afinal, quem foi Lauro Muller?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Lauro Severiano M\u00fcller, nasceu na atual cidade de Itaja\u00ed, em 1863.&nbsp; Filho de imigrantes alem\u00e3es que se instalaram inicialmente na cidade da regi\u00e3o da grande Florian\u00f3polis, de S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara mas por motivos da troca de profiss\u00e3o de seu pai Peter M\u00fcller, de colono agricultor, tornou-se comerciante na cidade itajaiense. Foi um militar, pol\u00edtico, engenheiro e diplomata. Durante a sua vida foi presidente e vice diversas v\u00e1rias vezes da prov\u00edncia de Santa Catarina, cargo equivalente a de governador do estado. J\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, foi ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e dos Transportes nos governos dos primeiros presidentes do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ainda no ano de 1888, \u00e9 iniciado ma\u00e7om na Grande Loja do Oriente do Brasil, onde as ideias republicanas eram fortes. Fato esse que junto com outros militares que estavam desconte com o regime mon\u00e1rquico de Dom Pedro II, foi um grande apoiador da queda do imp\u00e9rio do brasilerio em 15 de novembro de 1889. Lauro M\u00fcller, morreu na ent\u00e3o capital federal, a cidade do Rio de Janeiro, em 1926.&nbsp; Est\u00e1 sepultado no cemit\u00e9rio de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, no bairro de Botafogo.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"151\" height=\"191\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Lauro_Muller.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12812\"\/><figcaption>Lauro Serveriano M\u00fcller  foi por diversas vezes governador de Santa Catarina, tanto no per\u00edodo mon\u00e1rquico quanto republicano<\/figcaption><\/figure><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O local foi uns dos primeiros espa\u00e7os designado para ser uma pra\u00e7a na cidade ainda no s\u00e9culo XIX A pra\u00e7a Lauro Muller foi criada com o objetivo de embelezar a cidade e proporcionar aos joinvilenses um local de conviv\u00eancia para&nbsp; levar a fam\u00edlia e encontrar os amigos. 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