{"id":610,"date":"2018-09-25T14:38:54","date_gmt":"2018-09-25T17:38:54","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=610"},"modified":"2018-09-25T14:38:54","modified_gmt":"2018-09-25T17:38:54","slug":"setembro-dourado-alerta-para-diagnostico-do-cancer-infantojuvenil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2018\/09\/25\/setembro-dourado-alerta-para-diagnostico-do-cancer-infantojuvenil\/","title":{"rendered":"Setembro Dourado alerta para diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer infantojuvenil"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Amanda Cristina, Amanda Primo e Jucilene Schneider<\/em><\/p>\n<p><strong>Setembro Dourado<\/strong> \u00e9 o m\u00eas da conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o <strong>c\u00e2ncer infantojuvenil<\/strong>. Em Joinville os casos s\u00e3o tratados no\u00a0<strong>Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria<\/strong>, que tamb\u00e9m recebe pacientes de outras regi\u00f5es de Santa Catarina. Cerca de 62,7% dos atendidos s\u00e3o de fora de Joinville. Os diagn\u00f3sticos mais comuns no hospital s\u00e3o de Leucemia, Tumores de Linfomas. De 2012 a 2017 foram recebidos mais de 250 pacientes, sendo 58,73% meninos e 41,27%\u00a0 meninas.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia Brandalise \u00e9 m\u00e9dica da \u00e1rea de <strong>oncologia<\/strong> no Hospital Infantil.\u00a0 Segundo a especialista,\u00a0 n\u00e3o h\u00e1 grandes diferen\u00e7as entre o tratamento do c\u00e2ncer em adultos, crian\u00e7as e adolescentes, porque os medicamentos s\u00e3o os mesmos. O que muda \u00e9 a dose dos rem\u00e9dios e o cuidado direcionado \u00e0s crian\u00e7as que n\u00e3o t\u00eam muito conhecimento sobre o que est\u00e1 acontecendo. Cada tipo de c\u00e2ncer exige um tratamento diferenciado e n\u00e3o s\u00e3o todos os casos que exigem radioterapia e quimioterapia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_644\" aria-describedby=\"caption-attachment-644\" style=\"width: 6000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-644 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/HI-1.jpg\" alt=\"\" width=\"6000\" height=\"4000\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-644\" class=\"wp-caption-text\">Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria atende a pacientes de todo o estado\/ Foto: Mariana Luiza dos Santos<\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com a m\u00e9dica, os leitos da oncologia s\u00e3o suficientes para atender aos pacientes recebidos, de <strong>Joinville<\/strong> e de toda Santa Catarina, por\u00e9m, se houvesse mais leitos, provavelmente tamb\u00e9m seriam ocupados. Em 2017 foram atendidos 47 casos de c\u00e2ncer infantil, dos quais 21 de leucemia,\u00a0 22 eram de tumores\u00a0 e quatro, linfomas. O Hospital Infantil trabalha com crian\u00e7as menores de um ano at\u00e9 adolescentes com 17 anos.<\/p>\n<p>Quando ocorrem casos de interna\u00e7\u00e3o, o hospital fornece a medica\u00e7\u00e3o complementar, assim como no ambulat\u00f3rio, por exemplo, um rem\u00e9dio para parar o v\u00f4mito, antibi\u00f3tico profil\u00e1tico, para dor e febre. O medicamento da quimioterapia, que precisa ser tomado em casa, tamb\u00e9m \u00e9 fornecido. Outros rem\u00e9dios necess\u00e1rios fora do hospital podem ser obtidos na unidade de sa\u00fade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Acompanhamento psicol\u00f3gico auxilia no tratamento<\/h3>\n<p>Como os tratamentos costumam ser prolongados, o v\u00ednculo entre profissionais e pacientes acaba se estreitando naturalmente. &#8220;A gente tem que separar, se come\u00e7armos a ter uma rela\u00e7\u00e3o de parentesco, come\u00e7ar a gostar muito daquela crian\u00e7a, voc\u00ea pode exagerar no cuidado&#8221;, relata Patr\u00edcia. &#8220;Mas tem muita rela\u00e7\u00e3o de proximidade, carinho, eles gostam muito do pessoal daqui, at\u00e9\u00a0 das meninas da enfermagem que coletam o sangue&#8221;, conta a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>De acordo com Patr\u00edcia, os adolescentes t\u00eam maior dificuldade de aceitar o <strong>diagn\u00f3stico<\/strong>, pois geralmente s\u00e3o retirados do conv\u00edvio com os colegas da escola, pesquisam na internet, t\u00eam mais acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, o que causa um abalo maior. De 6 a 10 anos o entendimento \u00e9 parcial, a crian\u00e7a sabe que tem uma doen\u00e7as que precisa de tratamento, mas n\u00e3o tem muito conhecimento. Mas os pais s\u00e3o os que mais sofrem com o reconhecimento do c\u00e2ncer, pois t\u00eam um sentimento de perda com rela\u00e7\u00e3o ao filho e vivem com a expectativa de cura. \u201c\u00c0 medida que eles v\u00e3o vendo o tratamento, que a crian\u00e7a vai ficando bem e que eles restabelecem a sa\u00fade, cresce a confian\u00e7a e vai ficando melhor&#8221;, explica Patr\u00edcia.<\/p>\n<p>O Hospital Infantil oferece<strong> apoio psicol\u00f3gico<\/strong> para as crian\u00e7as e adolescentes internados. Psic\u00f3logos passam praticamente todos os dias para conversar e, para os casos mais graves, tamb\u00e9m existe a equipe da psiquiatria. Ainda h\u00e1 o apoio das freiras que\u00a0 ajudam com apoio emocional.<\/p>\n<figure id=\"attachment_645\" aria-describedby=\"caption-attachment-645\" style=\"width: 5333px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-645 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/HI-2.jpg\" alt=\"\" width=\"5333\" height=\"3555\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-645\" class=\"wp-caption-text\">Para alguns tipos de c\u00e2ncer, taxa de cura chega a 80% nas crian\u00e7as\u00a0 \/ Foto: Mariana Luiza dos Santos<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na maioria dos casos, o c\u00e2ncer \u00e9 descoberto no pronto-socorro, onde se realizam exames f\u00edsicos e solicitam-se outros complementares. Tamb\u00e9m h\u00e1 crian\u00e7as que s\u00e3o encaminhadas de hospitais de outras cidades,\u00a0 v\u00eam com uma suspeita, dificilmente com o diagn\u00f3stico j\u00e1 pronto. A taxa de cura\u00a0 fica em torno de 70% a 80%, mas o n\u00famero muda de acordo com a especificidade da doen\u00e7a. \u201cComo s\u00e3o crian\u00e7as,\u00a0 t\u00eam uma recupera\u00e7\u00e3o melhor\u201d, constata a m\u00e9dica. Diferente dos adultos, os pacientes infantojuvenis geralmente n\u00e3o possuem um hist\u00f3rico de doen\u00e7as anteriores. Por outro lado, para crian\u00e7as \u00e9 mais dif\u00edcil testar novidades no tratamento, porque para liberar a medica\u00e7\u00e3o o estudo precisa ser maior e testes s\u00e3o feitos com adultos.<\/p>\n<p>Alguns sinais podem alertar os pais sobre o c\u00e2ncer infanto-juvenil: palidez, manchas na pele (pintas ou hematomas), febre inexplicada, dor nas pernas, mancha branca na pupila do olho, aumento de volume abdominal, sangramentos e \u00ednguas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_616\" aria-describedby=\"caption-attachment-616\" style=\"width: 4608px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-616\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/M\u00e9dica-Oncologista-022.jpg\" alt=\"\" width=\"4608\" height=\"3072\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-616\" class=\"wp-caption-text\">Conforme a m\u00e9dica oncologista Patr\u00edcia Brandalise,\u00a0diagn\u00f3sticos mais frequentes s\u00e3o de leucemia, tumores de linfomas\/Foto: Jucilene Schneider<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Casa do Adalto oferece apoio \u00e0s fam\u00edlias<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A \u00a0Associa\u00e7\u00e3o Casa do Adalto de Apoio \u00e0s Crian\u00e7as e Adolescentes com Neoplasia (ACAN) surgiu em 2002 com o objetivo de acolher crian\u00e7as e adolescentes\u00a0 em fase de tratamento contra o c\u00e2ncer. O nome \u00e9 uma homenagem a Adalto Chagas, que faleceu aos cinco anos por conta do c\u00e2ncer. Sua m\u00e3e, Noeli Chagas, \u00e9 a idealizadora da associa\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo uma das administradoras e irm\u00e3 de Adalto, Fab\u00edola Martins, a casa de apoio atende a pessoas de todo o estado de Santa Catarina e conta com projetos como hotelaria, com capacidade de abrigar at\u00e9 46 pessoas, com dormit\u00f3rios, cozinha, alimentos, banheiro com produtos de higiene e espa\u00e7os para conviv\u00eancia. A associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m\u00a0 realiza eventos, doa\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para as fam\u00edlias das crian\u00e7as\u00a0 e o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Doe Medula por Um Sorriso, campanha que busca envolver a sociedade para ampliar o cadastro de doadores de medula \u00f3ssea. \u201cN\u00f3s tentamos oferecer algo bom durante o tratamento\u201d, conta Fab\u00edola.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Casa do Adalto recebe doa\u00e7\u00f5es de alimentos, produtos de higiene e limpeza, roupas, fraldas, cabelos para a confec\u00e7\u00e3o de perucas, entre outros itens para suprir as necessidades das crian\u00e7as. Atualmente, o desafio da entidade \u00e9 conseguir aux\u00edlio para algumas reformas.\u00a0Para saber mais sobre a casa do Adalto e como ajudar clique <a href=\"http:\/\/www.casadoadalto.org.br\/canal.php?list=visualizar-pagina&amp;web=1\">aqui<\/a><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_619\" aria-describedby=\"caption-attachment-619\" style=\"width: 4608px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-619 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/M\u00e9dica-Oncologista-002.jpg\" alt=\"\" width=\"4608\" height=\"3072\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-619\" class=\"wp-caption-text\">Cabelos doados transformam-se em perucas para crian\u00e7as e adolescentes em tratamento\/ Foto: Amanda Primo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Amanda Cristina, Amanda Primo e Jucilene Schneider Setembro Dourado \u00e9 o m\u00eas da conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o c\u00e2ncer infantojuvenil. Em Joinville os casos s\u00e3o tratados no\u00a0Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, que tamb\u00e9m recebe pacientes de outras regi\u00f5es de Santa Catarina. Cerca de 62,7% dos atendidos s\u00e3o de fora de Joinville. Os diagn\u00f3sticos mais comuns [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":646,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[97,20,17],"tags":[169,170,171,172,173],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/610"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=610"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/610\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=610"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=610"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=610"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}