{"id":6568,"date":"2022-06-07T20:07:34","date_gmt":"2022-06-07T23:07:34","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=6568"},"modified":"2022-09-23T14:58:52","modified_gmt":"2022-09-23T17:58:52","slug":"geracao-z-e-selecao-brasileira-o-desejo-do-hexa-alimentado-pela-web","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2022\/06\/07\/geracao-z-e-selecao-brasileira-o-desejo-do-hexa-alimentado-pela-web\/","title":{"rendered":"Gera\u00e7\u00e3o Z e sele\u00e7\u00e3o brasileira: o desejo do hexa alimentado pela web"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\">A primeira gera\u00e7\u00e3o com acesso f\u00e1cil \u00e0s conquistas brasileiras do passado, mas n\u00e3o \u00e0s do presente<\/p>\n\n\n\n<p>Por Luiz dos Anjos e Marcelo Henrique<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Em 2002, a sele\u00e7\u00e3o brasileira de futebol <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/esporte\/ult92u43978.shtml\"><strong>conquistou seu \u00faltimo t\u00edtulo em Copas do Mundo da FIFA<\/strong><\/a>, a quinta ta\u00e7a, firmando-se como hegemonia no esporte. Alguns torcedores nascidos a partir da virada do mil\u00eanio, no entanto, manifestam seu anseio por vivenciar pela primeira vez uma conquista do Brasil na <strong>Copa do Mundo Catar 2022<\/strong> e seu descontentamento pela seca, que completa <a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/esportes\/futebol\/selecao-chegara-no-catar-pressionada-por-20-anos-sem-ganhar-uma-copa\"><strong>20 anos no pr\u00f3ximo 30 de junho<\/strong><\/a>. Para especialistas, os sentimentos de frustra\u00e7\u00e3o e ansiedade dos jovens em rela\u00e7\u00e3o ao desempenho da sele\u00e7\u00e3o podem ser incentivados pelo uso da internet e das redes sociais.O <a href=\"https:\/\/my.visme.co\/view\/1j9pxm8p-data-stories-ed-14-o-desafio-z\"><strong>relat\u00f3rio \u201cO desafio Z: Comunica\u00e7\u00e3o para a gera\u00e7\u00e3o hiperconectada\u201d<\/strong><\/a>, realizado pela Kantar IBOPE Media, revela que uma das caracter\u00edsticas mais marcantes da Gera\u00e7\u00e3o Z \u00e9 ser altamente conectada. Conforme o estudo, 98% deles acessam a web. Por\u00e9m, sua \u201chiperconectividade\u201d n\u00e3o se refere somente a estar \u201conline\u201d. Os jovens dessa gera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se distinguem por acessar a internet de mais dispositivos e por mais tempo. Enquanto a m\u00e9dia de navega\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o geral \u00e9 de 5h26 por dia, os integrantes da Gera\u00e7\u00e3o Z passam 6h45 na rede.<\/pre>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"653\" height=\"406\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-12295\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image-1.png 653w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image-1-136x86.png 136w\" sizes=\"(max-width: 653px) 100vw, 653px\" \/><figcaption>78% dos entrevistados que usam o Instagram pertencem a Gera\u00e7\u00e3o Z, 57% s\u00e3o usu\u00e1rios de outras gera\u00e7\u00f5es. Fonte: Kantar IBOPE Media. Arte: Marcelo Henrique.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"654\" height=\"456\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-12297\"\/><figcaption>31% dos entrevistados que usam o Tik Tok pertencem a Gera\u00e7\u00e3o Z, 17% s\u00e3o usu\u00e1rios de outras gera\u00e7\u00f5es. Fonte: Kantar IBOPE Media. Arte: Marcelo Henrique.<br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"600\" height=\"431\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-12298\"\/><figcaption>31% dos entrevistados que usam o Tik Tok pertencem a Gera\u00e7\u00e3o Z, 15% s\u00e3o usu\u00e1rios de outras gera\u00e7\u00f5es. Fonte: Kantar IBOPE Media. Arte: Marcelo Henrique.<br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Para a psic\u00f3loga e mestre em Patrim\u00f4nio Cultural pela Univille, Juliana Kunz Silveira, a juventude tem utilizado as m\u00eddias digitais como grande fonte de informa\u00e7\u00e3o, refer\u00eancia e identifica\u00e7\u00e3o. \u201cAs redes sociais bombardeiam eles a todo momento com poss\u00edveis figuras de refer\u00eancia, que, muitas vezes, est\u00e3o ligadas a vendas de produtos ou algum tipo de consumo\u201d, explica ela. \u201cSe partirmos do princ\u00edpio que os algoritmos ir\u00e3o sugerir conte\u00fados de acordo com o interesse, a juventude acaba tendo acesso apenas \u00e0s informa\u00e7\u00f5es \u2018filtradas\u2019.\u201d Isso, segundo a profissional, diminui a possibilidade de ampliar o olhar.<\/p>\n\n\n\n<p>A respeito disso, Vitor\u00ed da Silva, de 23 anos, especialista em Marketing Digital com \u00eanfase em Ci\u00eancia de Dados, explica que as informa\u00e7\u00f5es pessoais de cada conta (likes, compartilhamentos, intera\u00e7\u00f5es no feed etc.) permitem observar padr\u00f5es dos mais diversos tipos em rela\u00e7\u00e3o aos usu\u00e1rios. Com isso, as estruturas algor\u00edtmicas conseguem fazer sugest\u00f5es de perfis e conte\u00fados que os usu\u00e1rios podem ter interesse ou at\u00e9 prever suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Juliana comenta que o desejo dos jovens de assistir a uma conquista da sele\u00e7\u00e3o brasileira na Copa do Mundo de 2022 tem muito a ver com a cultura do pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o a esse esporte, passada de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 muitas fam\u00edlias que s\u00e3o mais ligadas ao futebol, onde os v\u00ednculos, inclusive, s\u00e3o estabelecidos por meio do interesse por um clube espec\u00edfico, de assistir aos jogos no est\u00e1dio ou pela televis\u00e3o\u201d, afirma ela. Essa cultura cultivada nas microrela\u00e7\u00f5es do cotidiano podem ser transferidas para a web e, mais precisamente, para as redes sociais, onde mais consomem conte\u00fados.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/infranewstelecom.com.br\/mais-de-20-milhoes-de-jovens-brasileiros-entre-18-e-24-anos-estao-conectados-a-internet\/\"><strong>Uma pesquisa realizada pela Comscore<\/strong><\/a>, empresa especializada em an\u00e1lises de audi\u00eancia online, mostra que o <strong>Brasil tem 22 milh\u00f5es de jovens entre 18 e 24 anos<\/strong> (gera\u00e7\u00e3o Z) conectados \u00e0 internet, o que representa 17% da popula\u00e7\u00e3o digital. Desse volume, mais da metade (60%) utiliza apenas dispositivos m\u00f3veis para se conectar. Al\u00e9m disso, o estudo aponta que 63% desses jovens utilizam a internet como primeira fonte de informa\u00e7\u00e3o e 61% encontram na rede o principal canal de entretenimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O f\u00e1cil acesso \u00e0s mem\u00f3rias de conquistas passadas da <strong>sele\u00e7\u00e3o brasileira em Copas do Mundo<\/strong>, mas n\u00e3o poder viver isso no presente \u00e9 algo que <a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/empresas\/coluna\/ansiedade-e-frustracao-marcam-geracao-z.ghtml\"><strong>frustra jovens torcedores<\/strong><\/a>. \u201cN\u00e3o assisti o Brasil ganhar nenhuma Copa do Mundo\u201d, afirma Gustavo Ponick, de 19 anos, nascido em 2003. \u201cDepois que comecei a assistir, foi s\u00f3 decep\u00e7\u00e3o.\u201d Ele ainda explica que passa o dia inteiro nas redes sociais, pois trabalha com isso, e acompanha conte\u00fados, principalmente, sobre futebol, videogame, cinema e hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.diariodaregiao.com.br\/_conteudo\/2018\/06\/esportes\/futebol_local\/1110664-a-geracao-que-nao-viu-o-brasil-ser-campeao.html\"><strong>A gera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o viu o Brasil ser campe\u00e3o<\/strong><\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nicholas Fernandes, de 17 anos, nasceu em 2004 e \u00e9 estudante do terceiro ano do Ensino M\u00e9dio. Ele relata que seu consumo de m\u00eddias sociais \u00e9 elevado, somando cerca de 6 horas por dia ou mais. Entre os assuntos em que mais costuma inteirar-se est\u00e3o futebol, cultura pop, viagens e curiosidades interessantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, Juliana tamb\u00e9m comenta que n\u00e3o s\u00f3 o acesso \u00e0s mem\u00f3rias do passado, mas, inclusive, a possibilidade de acompanhar outras ligas e times de futebol do exterior podem potencializar o desejo de ver o pr\u00f3prio time ou sele\u00e7\u00e3o vencer um torneio importante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Brasil nas \u00faltimas copas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde o <strong>pentacampeonato, conquistado frente \u00e0 Alemanha por um placar de 2 a 1, em 30 de junho de 2002<\/strong>, a sele\u00e7\u00e3o brasileira teve atua\u00e7\u00f5es relevantes nas edi\u00e7\u00f5es posteriores do torneio mundial, mas em nenhuma se pode obter o t\u00e3o esperado hexa. Para refrescar a sua mem\u00f3ria, o rep\u00f3rter Anderson Marques traz um breve panorama da performance do Brasil nas \u00faltimas Copas do Mundo:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Performance do Brasil nas \u00faltimas Copas do Mundo\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4kCoLgENZ3U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Para saciar o anseio da Gera\u00e7\u00e3o Z, <strong>a sele\u00e7\u00e3o vai buscar o hexacampeonato neste ano<\/strong>. Em 1\u00ba de abril, a equipe conheceu os primeiros advers\u00e1rios do mundial de 2022. No grupo G, o <a href=\"https:\/\/www.cbf.com.br\/selecao-brasileira\/noticias\/selecao-masculina\/brasil-esta-no-grupo-g-da-copa-do-mundo-com-servia-suica-e-camaroes\"><strong>Brasil vai ter a companhia de S\u00e9rvia, Su\u00ed\u00e7a e Camar\u00f5es<\/strong><\/a> \u2013 as duas primeiras sele\u00e7\u00f5es s\u00e3o advers\u00e1rios que j\u00e1 estiveram no <a href=\"https:\/\/ge.globo.com\/futebol\/copa-do-mundo\/noticia\/fifa-realiza-o-sorteio-e-define-os-grupos-da-copa-do-mundo-da-russia.ghtml\"><strong>mesmo grupo que a sele\u00e7\u00e3o brasileira na Copa do Mundo da R\u00fassia em 2018<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Capa: Sele\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o conquista um mundial h\u00e1 19 anos. Reuters \/ Diego Vara<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira gera\u00e7\u00e3o com acesso f\u00e1cil \u00e0s conquistas brasileiras do passado, mas n\u00e3o \u00e0s do presente Por Luiz dos Anjos e Marcelo Henrique Em 2002, a sele\u00e7\u00e3o brasileira de futebol conquistou seu \u00faltimo t\u00edtulo em Copas do Mundo da FIFA, a quinta ta\u00e7a, firmando-se como hegemonia no esporte. 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