Uma carona inesperada do acadêmico de jornalismo para a repórter que o inspira
Por Edilson Alves
Era início da manhã, uma quarta-feira, quando a vibração quase silenciosa da minha bike elétrica, carinhosamente chamada de Revimóvel, se aproximou da calçada da Avenida Beira Rio, onde Poliana Rodrigues estava em um link para a NSC TV; ela entrevistava uma das organizadoras do Festival de Dança de Joinville para o Bom Dia Santa Catarina.
Enquanto isso, a cidade se movia como sempre, motos, carros, caminhão de bombeiros e suas sirenes passavam freneticamente, mas isso tudo não impediu que eu a avistasse ali e parasse para vê-la trabalhar, pois só quem ama o jornalismo entende a alegria de encontrar uma equipe de TV na rua fazendo o lindo trabalho de informar. Enfim, mesmo eu estando em cima da hora de chegar ao trabalho, fiz questão de parar, pois queria apenas dar um abraço em minha repórter favorita. E aquele encontro inesperado entre o cotidiano e a surpresa, aconteceu. Encostei e sorri!
Ela olhou e me reconheceu e espontânea, com aquele jeito leve, ficou admirada com a minha bike e disse: “Que bonitinha sua motinho, bem estilosa”.
Poliana já havia encerrado o link e então começamos a andar em direção ao local onde o carro da TV estava, por coincidência, bem em frente ao meu local de trabalho. Foi então que em dado momento, no meio do caminho, ela pediu para que eu a levasse na garupa da bike até o carro, eu incrédulo com aquele pedido, mas muito feliz, disse: “Claro que sim! Sério que você vai me dar essa honra?”.
Subimos na bike elétrica e logo o zumbido suave sob as rodas parecia ditar um ritmo diferente: ali não havia pressa, apenas movimento. Ela se divertiu muito naquele momento. Quando estávamos chegando ao carro, Poliana me pediu pra dar uma volta mais longa pois queria que o seu cinegrafista Silas, registrasse aquele momento tão especial e divertido, o qual ela iria postar nas suas redes sócias horas mais tarde.
Quando paramos junto ao carro da TV, ela desembarcou da bike, ainda com microfone em punho e um lindo sorriso de empatia. Andamos apenas alguns metros, mas para mim que tanto admiro a Poliana Rodrigues e amo a profissão de jornalista, a qual ela exerce de maneira incontestável, foram metros que se tornaram quilômetros.
E assim seguimos, cada um em sua direção, mas com a lembrança de que uma simples carona pode virar história de jornal e vida em prosa.
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