Instituto Na Ponta sonha com sede própria
Projeto social que atende cerca de 150 crianças em Joinville busca sede própria para centralizar as atividades e criar memórias afetivas.
Por Leonardo Budal
O instituto Na Ponta, uma instituição sem fins lucrativos que há dois anos e meio transforma a vida de crianças em Joinville, agora sonha com um novo passo: conquistar a sua sede própria. O projeto atua nos bairros Jardim Edilene, Paranaguamirim e Morro do Amaral e oferece atividades como ballet, inglês, futebol e miçangas, promovendo o desenvolvimento e a inclusão social de cerca de 150 crianças.
Atualmente as oficinas estão divididas em espaços cedidos por igrejas católicas das comunidades atendidas. Entretanto, a descentralização cria desafios logísticos e limita o crescimento do projeto. Por isso, o projeto busca um espaço fixo para reunir todas as atividades em um só lugar e que além de funcional possa se tornar também um lar para todas as crianças.
“Sonhamos com uma casa com estética de ‘casa de vó’, onde elas possam entrar e sair com liberdade, encontrar jogos de tabuleiro, gramado, futebol… E, claro, sempre ter alguém pronto para acolher. Em casa de vó, sempre cabe mais um”, idealiza Malfiza Serafim, fundadora do Instituto.

E para isso, o Na Ponta oficializou a sua atuação com a abertura de um CNPJ e a publicação de seu estatuto. Malfiza Serafim, fundadora do projeto, argumenta que a formalização é um passo estratégico que facilitará a viabilização de subsídios governamentais e parcerias com a rede privada. Uma vez que sem CNPJ, conseguir qualquer tipo de parceria se tornava praticamente impossível. Se tornar oficial, segundo Malfiza, garante a sobrevivência do projeto.
Para quem participa do projeto, os impactos são positivos e profundos. As filhas de Tatiele Custódio, Antonella e Aylla, frequentam as aulas de ballet no Na Ponta. Tatiele conta que com a entrada das filhas no projeto, elas puderam criar responsabilidades e horários, além de gerar laços com outras crianças. “Vejo o projeto como algo maravilhoso, pois mudou a minha vida e a de muitas pessoas, das famílias em geral”, declara.
Malfiza considera o projeto especial não só porque é a fundadora, mas também porque consegue ver o potencial que o Na Ponta tem como formador de memórias.
“Essa é a nossa principal preocupação, criar momentos e memórias se torna muito importante para uma infância saudável e feliz”, argumenta. Para a fundadora do projeto, a principal qualidade do Na Ponta é a mistura de classes sociais. “Pra mim deve ser assim, sem preconceito, sem estigmas, só crianças”.
Apesar das limitações logísticas e de recursos e da equipe reduzida, o Na Ponta segue firme com a sua missão de transformar vidas e criar memórias afetivas com todas as crianças atendidas pelo projeto.
